Vídeo: A Vaga

agosto 21, 2012 às 10:05 pm | Publicado em Blogroll, Entrevista, Meditação em Porto Alegre, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre, ZenSurf | Deixe um comentário

Trechos do documentário “A Vaga”, sobre surf, arte e filosofia dirigida pela  Danielle Fonseca, artista visual de Belém, Pará. Aqui temos o trecho com a entrevista de Felipe Stefani (poeta, artista plástica e surfista) seguido pela entrevista da Monja Isshin Havens, que fala de sua experiência de ter uma aula de surfe aos 59 anos de idade. Esta segunda entrevista foi filmada pela Andréia Vigo, no Jardim Botânico de Porto Alegre. O filme foi lançado em dezembro, 2010.

. Entrevista da Danielle Fonseca sobre o projeto “As ondas: um encontro de escorrego entre arte e surf” que deu origem ao filme.

. Entrevista da Monja Isshin na TV Com sobre o Zen e o Surfe:

. ver as fotos da filmagem (feita por Andreia Vigo e Miguel Baierle) no Jardim Botânico

. ler mais:
. Surfar as Ondas da Vida
. Monja Isshin chega em Wavetoon
. A Monja na Revista Digital Ehlas

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Vídeo: Entrevista na TV Com – Zen e Surf

abril 3, 2009 às 8:05 pm | Publicado em Entrevista, Prática Zen Budista, Uncategorized, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre, ZenSurf | Deixe um comentário
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Apresentação do dia 27 de março no programa Estilo Zen da TV Com, com a apresentadore Lu Adams, a Monja  Isshin e os surfistas George Martins (Wavetoon) e Roberta Borges (Revista Digital Ehlas)  num bate-papo alegre sobre o Zen e o Surfe.

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. Surfar as Ondas da Vida
. Monja Isshin chega em Wavetoon
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Palestra ZenSurf

janeiro 14, 2009 às 1:57 pm | Publicado em Blogroll, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre, ZenSurf | Deixe um comentário
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PRESS RELEASE

ZenSurf

ZenSurf

ZenSurf
e arte de fluir

A Monja zen budista Isshin Havens vai falar aos surfistas gaúchos e simpatizantes, sobre a profunda ligação do Zen com a arte do surf e inicia-los aos primeiros passos na prática do zazen, a meditação praticada nos mosteiros e centros budistas. O encontro será no Yázigi Menino Deus, às 19h30min do dia 21 de janeiro de 2009.

A Monja teve alguns contatos com o surfe nos anos de 2006 e 2007, e nestas ocasiões percebeu que os surfistas, ou qualquer pessoa que conseguir deslizar numa onda, imediatamente atinge um estado mental chamado de “samadhi” entre os budistas. Esta alteração de consciência é semelhante a que alcançam meditadores com a prática Zen.

O objetivo do encontro é mostrar aos surfistas, que já conhecem este estado de consciência, como eles podem através da prática do zazen e do surf, entrar em “samadhi” não só durante as práticas, mas em todos os momentos das suas vidas.

A entrada é franca e as vagas são limitadas.

Inscrições pelo número (51) 3013.1908

O Que: Palestra sobre Zen e Surf

Onde: No Yázigi Menino Deus (mapa Google)
Rua Botafogo 713 (quase esquina Av. Getúlio Vargas) Menino Deus, Porto Alegre, RS.

Quando: dia 21 de janeiro às 19h30min

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Realizadores e Apoiadores:
Sanga Águas da Compaixão – http://aguasdacompaixao.wordpress.com/
Wavetoon – http://www.wavetoon.blogspot.com/
Yázigi – http://www.yazigi.net/portoalegre
Surf Basic – http://www.surfbasic.com.br
Roberta Borges – http://www.robertaborges.com.br/

Zen e o Surfe

novembro 20, 2008 às 12:21 pm | Publicado em Blogroll, Zen Budismo em Porto Alegre, ZenSurf | Deixe um comentário
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MULHERES NO SURFE
de Mauro Toralles

A descoberta da monja

Se alguém tentar responder o que o zen budismo tem a ver com o surfe, é provável que leve mais tempo para responder do que a monja Isshin Havens gastou para descobrir na prática. Isshin é uma calejada divulgadora da doutrina budista, radicada em Porto Alegre desde 2006. Durante um retiro recente em São Paulo, foi convidada por uma amiga para ir ao litoral surfar. Foi e se deu conta de que em poucos minutos no mar aprendeu o que levara horas de meditação. A experiência lhe rendeu o texto “Surfar as ondas da vida”, onde há um trecho bem revelador de sua descoberta.

“E não é a mesma coisa com a vida? Quanta resistência fazemos! Como sofremos de medo de nos entregar, de nos deixar ser levados pela grande corrente da vida! Que batalha que é para aprender a nos soltar – soltar o espírito, soltar a mente, abrir mão da tentativa de controlar tudo.”

do Jornal Zero Hora, Porto Alegre, 16 de novembro de 2008  – Caderno de Esportes

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. Surfar as Ondas da Vida
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A Monja na Revista Digital Ehlas

julho 22, 2008 às 11:19 am | Publicado em Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre, ZenSurf | Deixe um comentário
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revistaehlas01Veja a reportagem sobre a experiência da Monja com o surfe na Revista Digital Ehlas (clique em “Índice” e depois em “Wavetoon”) ou fazer o download da revista em arquivo pdf. (poderá escolher entre alta ou baixa resolução).

Na versão em pdf, use o menu “ir para página” e digite 160 (de 80 – algo meio estranho, mas é isso mesmo…).

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ZenSurf

fevereiro 22, 2008 às 9:00 pm | Publicado em Blogroll, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized, Zen Budismo em Porto Alegre, ZenSurf | Deixe um comentário
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Wavetooth 1Inspirados pelo meu texto “Surfar as Ondas da Vida“, os habitantes da Ilha de Wavetoon* me convidaram para lhes visitar, surfar com eles e falar sobre a prática Zen Budista.

Segue um trecho da reportagem da “Gazeta de Wavetoon”

“ZEN+SURF. Monja Isshin chega em Wavetoon.
Chegou ontem a Wavetoon a Monja Isshin, uma grande propagadora do Soto Zen Budismo, para falar aos nativos da ilha sobre o Zen e a Meditação para surfistas. A visita da monja tem o objetivo de dar inicio a uma nova Sanga em Wavetoon e à futura formação de um Centro Zen na ilha. A monja fará varias palestras por aqui e nos ensinará a prática do zazen (meditação zen). A galera compareceu em peso para ouvir a simpática e carismática monja, que pela manhã surfou um mar clássico no pier, acompanhada por Raica, Kadu e Lambari, seus anfitriões na ilha. Durante a palestra ela falou das suas percepções sobre a arte de deslizar nas ondas e fez maravilhosas metáforas de como aprender com o surf, a andar no fluxo, a fluir na vida.”

veja a notícia completa no Wavetoon

* Nota: Wavetoon é uma ilha imaginária (como a Gália do Asterix) onde existem ondas fantásticas e personagens clássicos do mundo do surf.

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Surfar as Ondas da Vida

novembro 14, 2007 às 3:20 pm | Publicado em Blogroll, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre, ZenSurf | 6 Comentários

Recentemente, em São Paulo para um retiro, a minha anfitriã me levou para o litoral para a minha segunda aula de surfe. Imagine, eu com os meus vinte-e-tantos-bem-passados anos de idade e falta de coordenação quase total, numa aula de surfe. Que divertido! Que lição de Zen!

Isshin-surfeQuase sem onda, mesmo assim, na primeira aula (em dezembro de ano passado), consegui ficar em pé na prancha justamente o tempo suficiente para uma foto (meio-segundo? Um segundo inteiro?). A fotógrafa (a minha amiga) foi bem habilidosa… E como me diverti!

É uma maravilha sentir a força da água, a corrente levando a gente. É uma grande aprendizagem perceber a resistência no corpo, o medo de entregar-se – de deixar-se ser levado. No começo, agarrava a prancha com força total… Mas que maravilha a sensação de liberdade, ao relaxar o corpo e começar a tornar-me uno com a prancha e a água! E como é forte a descoberta que, soltando o corpo, entregando o peso para a prancha (e a água) é quando a gente passa a ter a maior estabilidade. Com maior estabilidade (o corpo solto e entregue), descobri que tinha mais espaço até para manobrar a prancha, exercendo o meu ‘livre arbítrio’, dentro da minha limitadíssima capacidade!

Descobri que não precisava ter medo de cair na água – que a água me acolhia até com uma certa suavidade quando tombava da prancha (ou seja, toda vez que tentava ficar em pé nela…). Também ficou clara a necessidade de manter a plena atenção, pois era necessário cuidar para não cair de cabeça e arriscar batê-la no fundo do oceano – que, nestas alturas, estava bastante próximo… Também era importante proteger a cabeça na hora de voltar à superfície depois de cair na água – evitando o risco de batê-la na prancha.

E não é a mesma coisa com a vida? Quanta resistência fazemos! Como sofremos de medo de nos entregar, de nos deixar ser levados pela grande corrente da vida! Que batalha que é para aprender a nos soltar – soltar o espírito, soltar a mente, abrir mão da tentativa de controlar tudo – abrir mão da rigidez, das opiniões, da falsa segurança daquela ‘zona de conforto’, do conforto do conhecido e da familiaridade .

Mas foi somente ao relaxar o corpo que pude perceber que estava segura na mão da água. E é somente ao relaxar o ‘espírito’, como em zazen, onde abrimos mão dos pensamentos, que podemos perceber que estamos seguros na mão do sagrado – que somos parte integrante dessa mão – nunca fomos separados dela. E é justamente na hora em que conseguimos nos entregar ao sagrado, deixando que a grande correnteza da vida se manifeste, que ganhamos o espaço para exercitar o nosso livre arbítrio, manobrando as nossas ‘pranchas’, aproveitando o máximo que podemos da onda que nos leva até a ‘praia’.

Enquanto resistimos, tentando ir contra a correnteza, as ondas vão-nos esmagar, mas, ao soltarmos, podemos nos divertir bastante durante a nossa jornada – surfando as ondas da vida. Podemos descobrir que errar não precisa ser o fim do mundo – pois não somente estamos sendo carregados nas mãos do universo, somos uma parte integrante do próprio universo, inseperáveis.

Refleti muito também sobre a diferença entre ter “metas” e “objetivos” na minha prática e ter uma “direção” na minha prática. O Mestre Dogen nos ensina a praticar o nosso zazen sem buscar nada, portanto, sem ter “metas” ou “objetivos” na nossa prática. Estar apegado a uma meta pode levar a muito sofrimento – frustração, sentimento de fracasso, pressão. O ego condicionado cobra da gente, não nós deixa em paz. Então procuro seguir os ensinamentos de abrir mão das metas e objetivos. Mas será que isto significa ficar simplesmente à deriva, solto no espaço e no tempo? Acho que não. Estudando os ensinamentos do mestre moderno, Uchiyama Roshi, no livro “From the Zen Kitchen to Enlightenment” chego a outra compreensão. Acredito que temos de ter “direção” no zazen, na prática Zen Budista e na vida, mas não “objetivos” e “metas” fixas.

A minha direção ao sentar zazen é de sentar-me em ‘shikantaza’ (“somente sentar”), da forma mais correta possível, procurando manter a plena atenção no Aqui e Agora, tentando não me permitir cair nos estados de devaneio, torpor, distração, etc., o mais que eu possa evitar. Sentar verdadeiramente em ‘shikantaza’ exige esforço! Não fico fazendo auto-cobranças do tipo “O meu zazen foi melhor ontem”, “Não consegui me focar nem um pouco hoje”, etc., tentando cumprir um “objetivo” de fazer “bom zazen”…

A direção na minha prática é de me esforçar para me aprofundar cada vez mais no “Sangaku” (trisiksa [sânscrito], or ti-sikkha [pali]) – os Três Estudos da prática budista – estudar o Darma, praticar o viver de acordo com os preceitos budistas da melhor forma possível e manter a melhor regularidade que posso no meu zazen – para alcançar a Extinção do Sofrimento – o Despertar, a Iluminação – como o Buda ensinou. Mas como sei que isto leva kalpas e kalpas de prática (aeons e aeons), não fico me cobrando, perguntando quanto é que falta para alcançar uma meta.

E a minha direção na minha vida é de viver o mais plenamente possível no Aqui e Agora e de viver de acordo com os Votos do Bodisatva. No dia-a-dia, posso ter uma direção pequena como a de lavar as minhas roupas amanhã, mas não ficarei aborrecida se a chuva me força a mudar de direção… Parte do meu viver plenamente é aproveitar de oportunidades inusitadas como essa de brincar de surfe. Subi na prancha consciente de ter uma direção de ‘aprender a surfar’, mas sem estar apegada a um objetivo de ter que conseguir efetivamente ficar em pé e surfar já nestas primeiras aulas. Assim, me diverti maravilhosamente. Agradeço profundamente a minha amiga – uma pessoa que surfa de verdade…

Gassho,

Nota: Acontece que os meus dois professores na primeira aula de surfe (veja na foto) são os autores de um livro que recomendo muito, pois é excelente e interessa todas pessoas que pratiquem a meditação (de qualquer tradição): “Neurofisiologia da Meditação“, por Marcello Danucalov & Roberto Simões, Editora Phorte

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