Vídeo: Entrevista na UPF-TV

maio 1, 2017 às 8:28 am | Publicado em Blogroll, Compaixão Zen Budista, Entrevista, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Professor de Darma Zen Budista, Vídeo | Deixe um comentário
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17-04-28EntrevistaUPFTVNo dia 28 de abril, 2017, foi gravada, no jardim da televisão UPF-TV, da Universidade de Passo Fudo, a entrevista da Monja Isshin com a jornalista Afani Baruffi. Foi uma conversa breve, mas muito, muito agradável! Gassho

Vídeo: Me Chame pelos Meus Verdadeiros Nomes

janeiro 28, 2017 às 7:05 pm | Publicado em Blogroll, Cultura Japonesa, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

nomesFaz um bom tempo que desejo escrever esta reflexão – que, bem ou mal, acabou ficando bastante longa – e espero que alguns dos meus leitores possam a achar informativa e interessante.

Um monge japonês é tratado por vários “nomes” – e basicamente nunca pelo seu primeiro nome civil, o seu nome pessoal – até mesmo na intimidade. Acho bem interessante este fato.

Na cultura japonesa, são os membros da família que mais merecem consideração e respeito, pois são justamente eles que suportam as nossas características menos nobres e nos toleram quando estamos tendo um dia ruim. Portanto, nem dentro da família deve-se deixar de usar os termos de consideração, os honoríficos. Pessoalmente, acredito que nós ocidentais devemos adotar um pouco desta mesma atitude de dignidade e consideração pelo outro e agir um pouco menos egoisticamente como os “Homer Simpsons” da vida junto com os nossos familiares.

Consultei com um dos monges japoneses sobre como são tratados e recebi a informações abaixo. Lembramos que ao falar com uma pessoa japonesa, nunca-nunca-nunca usa-se o nome dela sem algum tipo de honorífico, nem mesmo dentro da família, pois isto seria uma ofensa grave. (Mas, nota-se que a própria pessoa nunca fala o seu próprio nome adicionando um honorífico!)

Os honoríficos mais comuns são “-san” (さん), usando entre iguais; -“sama” (様), significa respeito e consideração podendo ser usado entre iguais também; “-chan” (ちゃん) ou “-kun” (くん), para crianças. No Zen, temos “-sensei” (先生, professor) e “-rôshi” (老師, literalmente professor velho, usado para professores de alto nível e acima de 65 anos de idade), –oshô (和尚, monge plenamente formado) e –dai-oshô (大和尚, literalmente grande monge plenamente formado). Vejamos alguns exemplos do Zen:

  1. De um monge para o outro, costumam tratar-se por: (sobrenome)+san/sama, (sobrenome)+roshi/sensei,  (nome do templo)+san/sama. Assim sendo, outros monges me chamariam Havens-san* (de igual para igual), Havens-sama*, Havens-sensei*, Jisui-san, Jisui-sama, Jisui-sensei, Ryûgaku-san, Ryûgaku-sama ou Ryûgaku-sensei. Nota: Jisui (慈水) é o nome do nosso templo e Ryûgaku (龍覚) é o nome da nossa “montanha”.  Nota: veja observação (*) abaixo.
  2. Um outro termo que ouvi sendo usado bastante dentro dos templos no Japão – até pelas esposas dos monges abades dos templos que visitei – mas que implica numa certa intimidade, é hôjô-san (方丈さん/様). Este já é uma forma de endereçamento que significa um grau de intimidade (congregados do próprio templo, monges que treinamento lá ou que trabalham lá e até a própria esposa). Havendo um pouco menos de intimidade, a forma correta seria (sobrenome)+hôjô-sama. O termo hôjô refere-se ao quarto onde vive o monge responsável pelo templo.
  3. O monge formado, depois de passar pelas formalidades de Zuise, torna-se um Oshô (和尚) e pode, eventualmente, tornar-se um Dai-oshô (大和尚). Na minha experiência pessoal, só vejo o uso deste honorífico durante a cerimônia de Zuise, quando o monge é formalmente reconhecido pela ordem Soto Zen como monge plenamente formado e, depois e de acordo com a graduação que possui, quando é abade de um templo, na recitação de linhagem na cerimônia matinal diária.
  4. Ainda mais, dôchô (堂, dô = local de prática ou, neste caso, monastério e 頭, chô = cabeça) é o termo usado para se referir ao monge principal  de um mosteiro. Assim, podemos dizer: (sobrenome)+dôchô-sama/rôshi. Quando realizei o meu treinamento no mosteiro, chamávamos a nossa abadessa (cujo sobrenome civil é Aoyama) de Dôchô Rôshi ou de Aoyama Sensei, pois lá, vivemos em mais intimidade com ela, pois o mais correto é de chamar ela de Aoyama Rôshi.
  5. Por fim, um professor de darma qualificado também pode ser chamado de “(sobrenome)+sensei” (ou de “(sobrenome)+rôshi” dependendo da graduação que possui) ou, no ocidente, (nome de darma)+sensei ou (nome de darma)+rôshi.  Assim, os meus alunos me chamam de “Isshin sensei” ou simplesmente de “sensei”, enquanto que eu chamo o meu professor de Transmissão de Darma de “Ônoda Rôshi” ou simplesmente “Rôshi”.

* Noto que nunca chamamos os monges japoneses pelos seus nomes de darma, enquanto que aqui no Brasil virou costume de chamar os monges de monge/monja+(nome de darma,) i.e. “Monge Genshô”, “Monja Coen”. Consequentemente, até os monges japoneses nos chamam pelo (nome de darma)+(honorífico).

Como isto já era a prática “estabelecida” quando retornei ao Brasil depois de terminar o meu treinamento no exterior, passei a me chamar de “Monja Isshin”. Na minha cabeça, o termo “monja” acaba tendo a mesma função que o honorífico japonês e não a função de um “título”. Desta forma, quando ouço uma amiga não-budista me chamar, dizendo, “Oi, monja!”, eu recebo isto como sendo chamada com “Oi, Isshin-san!”, com a intimidade de igual-com-igual.

Confesso que, depois dos meus anos imersa na cultura japonesa, causa, até hoje, um pequeno choque aos meus ouvidos (ou olhos) quando ouço (ou vejo) o meu nome de darma sem qualquer honorífico. Fica faltando algo. Cultivo a flexibilidade de aceitar o fato que no ocidente temos outros costumes e que os ocidentais não estão com a intenção de serem rudes comigo (no Japão seria uma ofensa um tanto grave), mas ainda dá um pequeno choquezinho aos ouvidos. Como a nossa comunidade optou para manter laços estreitos com o Japão e recebemos monges japoneses com regularidade, é o nosso costume manter rigorosamente o uso dos honoríficos com os nomes de darma (ou com os sobrenomes dos monges japoneses). Não admitimos correr o risco de referir-nos ao nosso querido superintendente para a América do Sul, o Saikawa Roshi Sokan sem o uso dos honoríficos apropriados! (Nota que podemos oferecer mais consideração usando dois honoríficos no caso dele, pois o termo Sokan se refere à função dele como superintendente. Mas, chamar ele de Saikawa Roshi já é correto e perfeitamente adequado.)

Ufa! Com tudo isto, vejo que há até por volta de 15 maneiras diferentes para referir-se a um monge – ou para endereço-lo numa conversa! Os monges abades de templos (o atual, ainda vivo e os históricos) são lembrados nas recitações de linhagen nos serviços matinais diários dos templos pelos nomes de darma completos+oshô/dai-oshô.  Neste caso, no nosso templo, sou lembrada como Sangai Isshin Oshô. (Veja a explicação sobre o nome de darma abaixo.)

E os monges da tradição histórica chinesa são lembrados pelo nome de darma, nome do templo, nome da “montanha” – na pronúncia chinesa e na pronúncia japonesa – e podem aparecer num determinado livro com um nome mas num outro livro com outro nome! Confesso que isto dá nó na minha cabeça e estou tentando até hoje terminar de organizar uma tabela com todos estes nomes para saber quem é quem!

Depois de toda esta explicação, vamos ver mais um fator. Em todos estes casos, o nome civil pessoal não é usado. Porque isto? Penso em pelo menos três motivos:

  1. Ao receber ordenação monástica, simbolicamente saímos de casa (o nome da cerimônia de ordenação – shukke tokudo 出家得度 – reflete isto) e cortamos laços com o nosso passado e simbolicamente (mas talvez não na realidade) até com a família. Receber a ordenação e fazer votos monásticas em quase todas as religiões significa receber um novo nome, como se fosse um novo nascimento. No Zen Japonês, o nome de darma completo é composto de 4 ideogramas chineses. No meu caso, Isshin (一心) é a parte do uso comum, mas tenho um outro nome, Sangai (三界), que é reservado para uso formal ou cerimonial. De forma semelhante, o Papa Francisco não é mais chamado de “Jorge”, que é o nome civil dele… Assim sendo, ser chamada pelo meu nome civil, com raríssima exceções, me parece um retrocesso e me é desagradável.
  2. Diferente das profissões de médico, professor, psicólogo, etc., consideramos os nossos votos como valendo 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, durante o resto desta vida e das vidas futuras (se elas existem) até alcançar o estado de Buda. Assim, não tenho “folga” de ser monja, não tenho horários durante os quais deixo de orientar a minha vida de acordo com os meus votos e os preceitos budistas (que, no caso do budismo japonês, não incluem votos de pobreza ou de castidade). Assim, após a ordenação, em princípio, é “monge” em tempo integral, igualmente aos monásticos e sacerdotes da Igreja Católica, por exemplo. Aqui no ocidente, nem todos os monges budistas observam isto, infelizmente, se comportando como “monges de meio período”.
  3. No Budismo, espera-se que o monge alcance determinadas realizações espirituais, incluindo a realização do “não-eu” e a “união com o todo”. Desta forma, espera-se que supere a mentalidade de um “eu individual e separado” do ego condicionado e pessoal, mesmo que mantenha o ego funcional freudiano e consciência de si-mesmo funcionando no mundo relativo da dualidade.

E  é aí, neste 3º ponto que acho que encontramos o verdadeiro motivo da tradição dos japoneses evitaram o uso dos nomes pessoais – até do nome de darma pessoal (lembramos que o nome de família é um nome de grupo e não pessoal, individual). Num monge de boa realização espiritual que superou boa parte de seu ego condicionado e pessoal, encontramos uma personalidade forte, que sabe muito bem o que pretende fazer, mas que está livre do auto-centrismo e egoismo comum. Sabe muito bem quem é, mas, como o Bodidarma, em seu famoso encontro encontro com o Imperador Wu, se vê obrigada a responder “Não sei” se alguém perguntar “Quem é que está aqui na minha frente?” pois não há como verbalizar a “essência do ser”. Só temos como vivencia-la.

Aqui no ocidente, onde a transmissão do Budismo ainda está no início (levou 600 anos na China), há pessoas que, por falta de um treinamento adequado, não cheguem a esta realização e, infelizmente, acabam vestindo “máscaras” de monge e inflando os seus egos condicionados) – às vezes, com resultados terríveis de abusos financeiros, sexuais ou de poder. Lembramos que a realização espiritual não implica necessariamente na resolução de eventuais traumas de seu passado ou dificuldades no desenvolvimento da sua personalidade, que seriam assuntos para a psicoterapia ocidental. A realização espiritual tende a levar com que a pessoa faça as pazes com o seu histórico pessoal e se incomoda menos com tais questões, mas não as cura.

O Mestre Dogen, no seu texto seminal “Fukanzazengui – Regras Universais do Zazen“, chama o nosso lar – a nossa verdadeira essência, a nossa “face original”, ao qual voltamos na meditação profunda, de “a Casa do Tesouro”, que “naturalmente se abrirá”, e onde poderemos nos servir à vontade.

Neste aspecto do união com o todo, o Mestre Thich Nhat Hanh transmite palavras importantes:

“Nosso nome deveria nos dar um sentimento de estar em casa. A sociedade pode nos rotular como franceses ou americanos, ou talvez nos chamar de afro-americano, quer nos sintamos em casa com o nome ou não. Às vezes não estamos confortáveis com nossa cultura, sociedade, igreja e não nos sentimos no nosso lar. Portanto o nome que os outros nos dão não é nosso verdadeiro nome. Mas não podemos achar nosso verdadeiro nome a não ser que tenhamos um lar verdadeiro.” (Qual é o seu verdadeiro nome?)

Que cada um possa descobrir o seu verdadeiro nome, na meditação profunda, no grande silêncio da essência do ser.

Vídeo: Pipoca Pipocando

janeiro 27, 2017 às 12:06 pm | Publicado em Blogroll, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized, Vídeo | Deixe um comentário
Pipoca

Pipoca

O vídeo abaixo me lembrou de uma postagem que escrevi aqui neste blog alguns anos atrás, durante um período no qual estava lidando com uma situação difícil. Naquele artigo, refleti sobre um texto lindo de Rubem Alves, “Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre”.

Encerrei aquela postagem com as seguintes palavras:

“Apegados às nossas cascas, recusamos perder nossas opiniões, gostos pessoais, apegos, e voltamos à falsa segurança e conforto do nosso mundo de sempre, da mente comum, do Ego Condicionado.

Algum dia – talvez daqui a muitos “kalpas” – teremos que enfrentar o fogo novamente, porque não existe meio de fazer o milho se transformar em pipoca sem passar pelo fogo…”

Acho que estas palavras continuam extremamente pertinentes ainda nos dias de hoje, quando encontramos países inteiros divididos e polarizados radicalmente nos times “a favor versus contra” o Presidente Trump, nos Estados Unidos ou o Presidente Temer, no Brasil, entre outros.

Encontramos muitas pessoas – inclusive muitos Budistas – discutindo furiosamente, inflamadas nas suas defesas das suas posições, sem o menor interesse em dar uma paradinha para procurar compreender o ponto de vista do outro que defende, talvez com a mesma fúria, uma opinião contrária. Nestas bate-bocas, só criam inimizades e não solucionam nenhum dos nossos problemas sociais. (Nota bem: não estou tomando partido nenhum aqui, nem a favor e nem contra nada. Como monja, é extremamente raro eu manifestar uma posição pessoal em assuntos de política, que é diferente de me manifestar em questões de direitos humanos.)

Mas, vamos ver neste vídeo que, apesar do desconforto que sentimos ao passar pelo “fogo”, o processo da formação da “pipoca” é algo muito bonito – e, não vamos esquecer, é muito bom poder desfrutar do resultado depois!

Então, vamos lá, enfrentar o “fogo” para estourar as nossas próprias cascas? Vamos pipocar?

 

Pipoca estourando em 30,000 quadros por segundo – 👉 Vision Research: https://www.phantomhighspeed.com/

. Ler a postagem Milho de Pipoca de 2008

Vídeo: Fuji Diamante – 1 de janeiro de 2017

janeiro 18, 2017 às 2:58 pm | Publicado em Blogroll, Cultura Japonesa, Japão e Cultura Japonês, Meditação em Porto Alegre, Vídeo | Deixe um comentário
diamondfuji

foto de fujisanshuhen encontrado na http://photozou.jp/user/top/3144689 Creative Commons

Algumas vezes, no outono e inverno japonês, o nascer ou pôr do sol sobre a Montanha Fuji (富士山) pode resultar num fenômeno que os japoneses chamam de Fuji Diamante (ダイヤモンド富士). Este ano, centenas de pessoas foram até os “pontos para vista” para ver o nascer do sol do dia primeiro de janeiro, abrindo o novo ano com diamante…

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Aqui um vídeo do espetáculo Diamante Fuji poucos dias antes da virada do ano 2017.

Aqui,  uma montagem linda de fotos do nascer do sol “Diamante Fuji” do dia 1 de janeiro de 2017.

E aqui, um vídeo do mesmo fenômeno em Dezembro 2010, mostrando o reflexo no Lago Yamanaka.

 

Que este ano seja um ano de diamante para todos! Gassho

. Ler mais no site  Mundo-Nipo

Vídeo: Entrevista na Rede Aquarius na TV

abril 14, 2015 às 7:26 pm | Publicado em Blogroll, Entrevista, Meditação e Ciência, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Revistas - Artigos e Entrevistas, Uncategorized, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

No dia 11 de abril, às 11 horas no Canal 11 da NET e Canal 55 na TV Aberta, estreou-se um novo programa voltado para a saúde, auto-conhecimento e bem-estar: “Rede Aquarius na TV“. O programa semanal é apresentado pela Carla P. Berto, da Rede Aquarius,

Assiste ao trecho da programa da minha entrevista:

O programa inaugural contou com a presença das seguintes pessoas:
Psicoterapeuta Daniele Tedesco (www.danieletedesco.com.br)
Dra. Clarice Luz (www.labvitrus.com.br)
Dra. Lidia Sabbadini (www.clinicasabbadini.com)
Professor Mauro Kwitko (www.maurokwitko.com.br)
Monja Isshin (aguasdacompaixao.wordpress.com)
Psicólogo Clínico Dr. Guy Desaulniers  (Fone: 3334.1781)
Márcia Unfer (www.fratino.com.br)

Visite o canal da Rede Aquarius no Youtube para assistir ao programa completo.

Resiliência

fevereiro 6, 2015 às 10:40 am | Publicado em Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

Quantas vezes na vida temos a sensação de estarmos em queda livre, sem controle nenhum sobre o que está acontecendo conosco? E quantas vezes batemos a cabeça ou trombamos com obstáculos, soltando um grito de dor ou medo?

Na psicologia e na psicanálise, a capacidade de adaptar-se aos acontecimentos, recuperar-se dos “acidentes do percurso” e seguir em frente é chamada “resiliência”.

Este vídeo, terrivelmente forte, é um belo exemplo de resiliência. Mostra um ganso de faces brancas com 2 dias de vida, atendendo a chamada dos pais, se jogando de um penhasco de 120 metros de altura, onde nasceu, até o chão, de onde seguirá a sua vida. Nota: a maioria sobrevivem a aventura…

Vamos aprofundar a nossa prática e cultivar a nossa resiliência?

Vídeo: Luzes do Ano Novo

dezembro 31, 2014 às 7:30 pm | Publicado em Blogroll, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo | Deixe um comentário

Com os meus votos que a Luz do Darma, com toda a sua beleza, possa se espalhar pelo mundo inteiro com este mesmo brilho, compartilho este vídeo espetacular de fogos de artifício:

Luzes de Natal e Chanucá

dezembro 19, 2014 às 1:30 pm | Publicado em Blogroll, Diálogo Interreligioso, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo | Deixe um comentário

Muitos americanos decoram suas casas para o natal com verdadeiros shows de luzes, de uma forma extravagante. Existem até prêmios pelos shows de luzes mais bonitos(? bem, não sei qual é o critério, na realidade…).

Encontrei este vídeo divertido, que expressa ironia em relação ao aspecto comercial do natal (shopping, shopping, shopping) mas que também lembra o Chanucá (Hanukkaha, ou Festival das Luzes) da tradição judaíca, que este ano de 2014, começou no com o pôr do sol do dia 16 termina justamente no pôr do sol do dia 24.

Deixo aqui registrado para os meus amigos Cristãos e Judeus os meus votos de muita Paz e Alegre neste período festiva !!!

No Budismo, respeitamos o natal – no mosteiro, sempre havia uma festinha no dia 25, mas o nosso “natal budista” é celebrado numa época diferente. No budismo japonês, o nascimento de Buda é celebrado no dia 8 de abril com cerimônias religiosas nos templos e com o festival popular chamado Hanamatsuri (Festival das Flores), enquanto que e celebrado como Vesak nos outros países budistas, em datas que variam de acordo com o calendário lunar tradicional de cada país, mas geralmente acontecendo em abril ou maio.

Ler sobre Vesak no Wikipedia (em inglês).

Coragem

dezembro 15, 2014 às 10:35 am | Publicado em Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

Quantas vezes na vida temos a sensação de que o nosso próximo passo representa uma espécie de salto de um precipício? São aqueles momentos de abrir mão do conhecido, do “seguro”, do confortável, para embarcarmos numa jornada ao novo, ao desconhecido – fora da nossa “zona de conforto”.

Largar de um emprego que odiamos para abrir um negócio próprio; mudar de cidade; sair de casa para morar no nosso próprio apartamento pela primeira vez; pedir a amada em casamento; divorciar-nos de um casamento que azedou – todos estes são exemplos de precipícios.

Ao nos vermos numa encruzilhada – sem ter como voltar para trás, mas talvez paralisados pelo medo – ficamos lá, na beira do precipício, olhando para baixo, para um chão tão distante.

Esquecemos que não somente descansamos nas mãos de Buda, mas que SOMOS uma parte integrante do próprio Buda!

Então, vamos sempre aprofundar a nossa prática até vivenciar a Paz e Tranquilidade, a “segurança sem chão” e o destemor (ausência de medo) que o Budismo nos oferece.

Mas, enquanto não chegamos lá, vamos treinar a fé e a coragem – a coragem que vem do coração determinado e sincero – e seguir o exemplo destes patinhos:

Vídeo: Try

julho 17, 2014 às 10:12 am | Publicado em Compaixão Zen Budista, Música, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

Um dos aspectos mais importantes da nossa prática é aprender a aceitar o mundo como ele é, as pessoas como elas são e a nós mesmos como somos. Aceitar, com sabedoria e compaixão. Simplesmente aceitar – sem apego e sem aversão.

Isto não significa nos tornarmos passivos, sem ação para corrigir injustiças ou erros. Simplesmente significa ter a visão clara para reconhecer e aceitar aquilo que está à nossa frente para, a partir daí, decidir como vamos agir.

As mulheres recebem muitas “mensagens” que incentivam a autorrejeição: “Preciso usar cosméticos, porque o meu rosto não é ‘bonito’”; “Preciso comprar xampus especiais, condicionadores etc., porque o meu cabelo não é ‘bom’”; “Preciso usar sapatos de salto alto, estragando a minha coluna, porque as minhas pernas ficam ‘feias’ quando uso sapatos baixos”; “Preciso fazer uma plástica, porque meu nariz é ‘grande’” – uma lista infindável de ‘defeitos’.

Por isso, achei superlegal esta música de Colbie Caillat e convido todas as mulheres a refletir: não é preciso tanto esforço!

Vamos aprender a gostar de nos mesmas?

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Try

Tentar

Put your makeup on Coloque sua maquiagem
Get your nails done Faça as unhas
Curl your hair Enrole o cabelo
Run the extra mile Corra um quilômetro a mais
Keep it slim so they like you Continue magra para que eles gostem de você
Do they like you? Eles gostam de você?
.
Get your sexy on Mostre sua sensualidade
Don’t be shy, girl Não seja tímida, garota
Take it off Tira tudo
This is what you want to belong Este é o lugar que você quer pertencer
So they like you Para que eles gostam de você
Do they like you? Eles gostam de você?
.
You don’t have to try so hard Você não precisa se esforçar tanto
You don’t have to give it all away Você não precisa entregar tudo
You just have to get up, get up, get up, get up Você apenas precisa se levantar, se levantar, se levantar
You don’t have to change a single thing Você não precisa mudar nada
.
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try Vooê não precisa tentar
You don’t have to try Vooê não precisa tentar
OOh OOh
OOh Ooh
.
Get your shopping on Vá fazer compras
At the mall No shopping
Max your credit cards Aumente o limite do seu cartão de crédito
You don’t have to choose Você não precisa escolher
Buy it all Compre tudo
So they like you Para que eles gostam de você
Do they like you? Eles gostam de você?
.
Waiting a second Espere um segundo
Why should you care Por que você deveria se preocupar
What they think of you Com o que eles dizem sobre você
When you’re all alone Quando você está sozinha
By yourself Sozinha
Do you like you? Você gosta de si mesma?
Do you like you? Você gosta de si mesma?
.
You don’t have to try so hard Você não precisa se esforçar tanto
You don’t have to give it all away Você não precisa entregar tudo
You just have to get up, get up, get up, get up Você apenas precisa se levantar, se levantar, se levantar
You don’t have to change a single thing Você não precisa mudar nada
.
You don’t have to try so hard Você não precisa se esforçar tanto
You don’t have to bend until you break Você não precisa se curvar até se quebrar
You just have to get up, get up, get up, get up Você apenas precisa se levantar, se levantar, se levantar
You don’t have to change a single thing Você não precisa mudar nada
.
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try Vooê não precisa tentar
.
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try Vooê não precisa tentar
You don’t have to try Vooê não precisa tentar
.
Nooh Não
OOh OOh
.
You don’t have to try so hard Você não precisa se esforçar tanto
You don’t have to give all away Você não precisa entregar tudo
You just have to get up, get up, get up, get up Você apenas precisa se levantar, se levantar, se levantar
You don’t have to change a single thing Você não precisa mudar nada
.
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try, try, try, try Você não precisa tentar, tentar, tentar, tentar
You don’t have to try Vooê não precisa tentar
You don’t have to try Vooê não precisa tentar
.
Take your make up off Tire a sua maquiagem
Let your hair down Solte o seu cabelo
Take a breath Respire
Look into the mirror at yourself Olhe-se no espelho
Don’t you like you? Não gosta de você?
‘Cause I like you Porque eu gosto de você

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letra encontrado no site Vagalume

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