3er Encuentro Zen Latinoamericano (2a): Sesshin

abril 25, 2016 às 3:49 pm | Publicado em Blogroll, Eventos, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Professor de Darma Zen Budista, Uncategorized, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

12974477_1715139658755783_2344420505201874846_nO 3º Encontro Zen Latino Americano foi realizado nos dias 6 a 13 de março em Bogotá, Colômbia. Organizado pelo missionário internacional Rev. Denshô Quintero, Sensei e a Sanga da Comunidad Soto Zen de Colombia (Daishin-ji) da mesma cidade, ofereceu ao público uma programação rica de palestras e mesas-redondas nos dias 7 a 9, seguido por um retiro de prática intensiva (sesshin) nos dias 10 a 13.

Seguem abaixo algumas fotos tiradas durante o primeiro dia do sesshin.

  1. Aula do Mestre Daiken Yoshitani Roshi, que ofereceu ensinamentos preciosos sobre Kechimyaku (Documento de Linhagem) e Kesa (Manto do Monge):

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2. A Palestra da Monja Isshin, com tradução do Ven. Denshô Quintero, sobre “A Alegria do Zen”:

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3er Encuentro Zen Latinoamericano (1): Conferência

abril 23, 2016 às 4:35 pm | Publicado em Blogroll, Eventos, Japão e Cultura Japonês, Música japonesa, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Professor de Darma Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

P1050847 O 3º Encontro Zen Latino Americano foi realizado nos dias 6 a 13 de março em Bogotá, Colômbia. Organizado pelo missionário internacional Rev. Denshô Quintero, Sensei e a Sanga da Comunidad Soto Zen de Colombia (Daishin-ji) da mesma cidade, ofereceu ao público uma programação rica de palestras e mesas-redondas nos dias 7 a 9, seguido por um retiro de prática intensiva (sesshin) nos dias 10 a 13.

Seguem abaixo algumas fotos tiradas nos dias 7 e 8.

 

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Retiro de Práctica Intensiva 3er Encuentro Zen Latinoamericano

janeiro 20, 2016 às 9:15 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Prezados – Participem deste retiro Sul-americano! Vejam os mestres que estarão lá!

Mestros sesshin mail.jpgQueridos amigos,

Pocas veces se tiene una oportunidad como la del retiro de práctica intensiva (sesshin) que se realizará en el 3er Encuentro Zen Latinoamericano de marzo de este año, en Bogotá, Colombia. Practicar junto con nueve maestros consagrados es en verdad una ocasión auspiciosa para profundizar y refinar la propia práctica. Ya se han inscrito varios practicantes de diversos países, convencidos del enorme privilegio de este Encuentro, quienes han hecho grandes esfuerzos para estar presentes tanto en las actividades Culturales como en el sesshin que se realizará en la Casa de Encuentros San Pedro Claver en Bogotá. Adjunto encontrarán información de los maestros que participarán en el retiro.

Quedan pocos cupos y curiosamente, los participantes de Colombia son minoría. No desaprovechemos este regalo del Dharma sin precedentes en nuestro país. Tal vez nunca volvamos a tener una oportunidad como esta, para actualizar nuestra práctica en unas condiciones tan favorables. El presente es la única realidad y nunca hay mejor momento para practicar que “ahora”.

Para inscribirse, hay que realizar el pago a través de la página de Pagos Online de nuestra Comunidad

Pago sesshin 3erEncuentro Zen Latinoamericano

Debido al interés que ha despertado este evento en otros países, sólo podremos garantizar el cupo a quienes hagan el pago total de la inscripción, U$ 200.

La paz se funda desde el interior del propio corazón y no hay aporte más grande para nuestro país, que Transformar la manera como nos relacionamos momento a momento con las situaciones que vamos encontrando en nuestra vida cotidiana. Los invitamos a que entre todos, construyamos esta Nueva Sociedad, desde el respeto, la inclusión, la tolerancia y la compasión, fundamentos de la práctica del Zen.

Un saludo Cordial,
Natalia Kishin Restrepo
Comité Organizador
3er Encuentro Zen Latinoamericano
Bogotá – 2016
www.zenamericadelsur.org

Psicologia Budista e Mindfulness

janeiro 11, 2016 às 10:25 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Cartaz-Curso-Transformações2015-Final-AzulGrupo de Estudo “Transformações”

Grupo de Estudos – início 1º semestre, 2016 sob a orientação da Monja Isshin Havens nas modalidades de aula presencial e aula a distância ao vivo pela Internet.

Com a finalidade de estudar a “psicologia budista” do Abhidharma (Dharma Avançada) e a orientação da Monja-Missionária Zen Budista e Psicanalista Humanista em Formação Isshin Havens, este curso terá como texto-base o livro Transformações na Base do Mestre do Zen Vietnamita Thich Nhat Hanh.

Como parte do curso, serão incluidas considerações sobre a prática de Mindfulness (Atenção Plena) e o seu uso nas terapias.

Quando: 1ª, 3ª, 4ª e 5ª Sexta-feira do mês às 20:00 hs, com duração prevista de 18 meses (não haverá aula na 2ª Sexta-feira do mês)
Início: 18 de março de 2016

Mais informações e inscrições aqui.

Cerimônia Inter-religiosa Ireisai na Associação Enkyosul

agosto 31, 2015 às 5:51 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

No dia 1 de agosto, pude colaborar na Cerimônia Inter-religiosa Ireisai (慰霊祭 – Serviço Memorial Anual) na Associação Enkyosul (Associação de Assistência Nipo e Brasileira do Sul), junto com o Padre Rubens Yukawa representando o Catolicismo e o Rev. Hirotaka Tokuhiro representando o Protestantismo. Foi um grande prazer estar junto com estes dois religiosos e a comunidade japonesa de Porto Alegre!

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3º Encontro Latino-Americano Zen. Bogotá, 2016

abril 29, 2015 às 12:50 pm | Publicado em Eventos, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

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Queridos Mestres, amigos e praticantes Zen,

Espero que todos vocês estejam com boa saúde e bem-estar junto aos seus entes queridos.

Embora o Zen tenha    vindo para a América do Sul antes que a muitos outros países do Ocidente, o seu desenvolvimento aqui como prática se iniciou mais tarde que na Europa e Estados Unidos, e até hoje, não chegou a ter o mesmo impacto, nem a mesma força que possui nestes países. A maioria dos grupos da América do Sul, até recentemente, trabalhavam sozinhos. De nossa parte, estivemos isolados na Colômbia até alguns anos atrás, porque não tínhamos um mestre Zen certificado. Em 2013, durante as comemorações do 110º aniversário da chegada do Zen para a América do Sul em Lima, liderado pelo venerável Senpo Oshiro da Argentina, se discutiu a necessidade de reforçar os laços de diferentes sanghas e colocar em funcionamento uma rede de conexão, para o benefício de todos, com a participação ativa de todos os praticantes desta região do mundo.

Com sucesso, em 2014 se realizou a primeira reunião na Argentina e este ano, no Uruguai. Durante os eventos culturais em Montevideo, tivemos a presença de mais de uma dúzia de mestres da escola Soto ao início do encontro. Já quebramos os muros que nos mantiveram isolados e começamos a ver os frutos de uma grande Sangha Latino-americana.

Na reunião dos mestres missionários, foi decidido por unanimidade, que no próximo ano, o 3º Encontro Latino-Americano Zen acontecerá em Bogotá, na Colômbia.

Desde que iniciamos nosso templo Zen Mente Magnânima – Daishinji – queríamos estabelecê-lo como um farol de luz para mudar a forma como nos relacionamos com os outros seres e a vida em geral. Dado o contexto histórico do processo de paz que vivemos em nosso país, de verdade esta é uma circunstância muito auspiciosa, tendo em conta os benefícios que a nossa prática pode aportar na construção de uma sociedade mais harmoniosa, tolerante, respeitosa, amável e pacífica. Assim, o tema central será como alcançar a paz e preservá-la, desde uma perspectiva Zen. É um privilégio termos sido escolhidos como sede do próximo encontro e uma oportunidade única para levar a nosso país um grande número de mestres e praticantes comprometidos. Podemos cumprir nosso propósito de fornecer ferramentas para a consolidação da paz na era pós-conflito. Agora teremos a possibilidade de nos projetarmos de verdade e ter um poderoso impacto na vida e na sociedade do nosso país.

Durante o encontro na Colômbia, vamos criar espaços onde o grande público poderá conhecer esta prática como um caminho para transformar as tendências habituais de um ego guiado pela competição, arrogância, ganância, ressentimento e ódio, e permitir aos indivíduos a atuarem com amabilidade, compaixão e responsabilidade, para participar de maneira ativa na construção de uma paz sustentável.

Vamos criar um fórum onde os mestres Zen convidados poderão expor sobre sua própria prática e experiência de como o Zen poderá ajudar concretamente às necessidades de uma nova sociedade. Convidaremos para esta reflexão os acadêmicos e artistas vinculados de algum modo com o Zen e que se abram as portas das universidades para levar esta reflexão a diversos âmbitos de nossa sociedade. Necessitamos envolver as empresas privadas, as instituições e os meios de comunicação para apoiar o encontro. Unindo os esforços de muitas frentes, poderemos fazer com que este evento, sem precedentes em nosso país, floresça e traga alívio ao sofrimento de nosso povo.

O terceiro encontro será realizada em Bogotá, entre a segunda-feira 7 e o domingo 13 de março de 2016. Teremos palestras públicas, exposições e um retiro de três dias, de quinta-feira 10 ao domingo 13 de março de 2016. Durante o retiro, esperamos poder contar com a presença de alguns maestros que virão para atividades culturais e receber seus ensinamentos.

Quero convidar a todas as pessoas que de alguma maneira se sintam identificadas com o Zen, ainda que suas condições de vida não lhes permitam dedicar a uma prática assídua, a que se unam na organização e desenvolvimento das atividades deste evento. Devemos estabelecer grupos de trabalho com pessoas e profissionais com experiência em diversas áreas, dispostos a doar seu tempo e esforço para não deixar passar esta oportunidade única no fluxo incessante da vida e evitar que se desvaneça sem deixar vestígios.

Seria útil se você pode compartilhar essas informações com seus amigos, e todas as pessoas que você acha que podem estar interessadas.

Não há melhor momento para despertar que agora, nem melhor lugar que aqui.

Com profundo respeito e gratidão, para o bem de todos os seres.

Em gasshō,
Ven. Denshō Quintero
Abade da Comunidade Sōtō Zen da Colômbia
Bogotá, Colômbia, 28 de abril de 2015.

Ver também:
site Zen America del Sur
página no Facebook
zenamericadelsur@gmail.com

 

Vídeo: Entrevista na Rede Aquarius na TV

abril 14, 2015 às 7:26 pm | Publicado em Blogroll, Entrevista, Meditação e Ciência, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Revistas - Artigos e Entrevistas, Uncategorized, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

No dia 11 de abril, às 11 horas no Canal 11 da NET e Canal 55 na TV Aberta, estreou-se um novo programa voltado para a saúde, auto-conhecimento e bem-estar: “Rede Aquarius na TV“. O programa semanal é apresentado pela Carla P. Berto, da Rede Aquarius,

Assiste ao trecho da programa da minha entrevista:

O programa inaugural contou com a presença das seguintes pessoas:
Psicoterapeuta Daniele Tedesco (www.danieletedesco.com.br)
Dra. Clarice Luz (www.labvitrus.com.br)
Dra. Lidia Sabbadini (www.clinicasabbadini.com)
Professor Mauro Kwitko (www.maurokwitko.com.br)
Monja Isshin (aguasdacompaixao.wordpress.com)
Psicólogo Clínico Dr. Guy Desaulniers  (Fone: 3334.1781)
Márcia Unfer (www.fratino.com.br)

Visite o canal da Rede Aquarius no Youtube para assistir ao programa completo.

Uma revisão de “Beat Zen, Square Zen, and Zen”, de Alan Watts (Final)

março 18, 2015 às 8:10 am | Publicado em Revistas - Artigos e Entrevistas | 1 Comentário

(2ª parte)

Em que Watts acertou

Watts também foi crítico do Beat Zen, que às vezes via o Zen como “extravagância indisciplinada” e “justificador de puro capricho na arte, literatura e na vida”. Watts considerava que o Zen da poesia de Allen Ginsberg era indireto e didático demais, ao passo que a definição do Zen de Jack Kerouac – “Não sei. Não me importa. E não faz diferença.” – era cheia de autodefesa e se afastou do Zen completamente.

Sim, é justo dizer, em retrospectiva, que Kerouac idealizou o Zen sem realmente compreendê-lo e que a jornada espiritual de Ginsberg logo deixaria o Zen para trás. Outros Beats – notadamente Gary Snyder e Philip Whalen – viriam a conhecer o Zen mais intimamente, contudo, a tempo.

A principal coisa que Watts acertou neste ensaio, penso, foi sua análise de por que uma boa parte dos Estados Unidos pós-guerra tornou-se fascinada pelo Zen. No Zen, disse Watts, as pessoas viam um antídoto à “antinaturalidade” tanto da Cristandade quanto da vida moderna. E talvez você tivesse que viver nos anos 1950 para avaliar como isso foi verdadeiro.

Os anos 1950 foram uma época na qual um Estados Unidos ainda se curando da Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Coreia precisava de lealdade e conformidade. As pessoas estavam abaladas pelo medo de inimigos de fora e da aniquilação nuclear. Ao mesmo tempo, muito da velha ordem social doméstica pré-guerra estava sendo desafiada pela dessegregação e o nascente movimento pelos direitos civis.

Como resultado, grande parte dos Estados Unidos se retraiu em hiperconformidade e um apego desesperado ao tradicionalismo. Como Betty Friedan documentou em seu marcante “A Mística Feminina” (The Feminine Mystique, 1964), por exemplo, o papel da mulher na sociedade se tornou mais estreito e mais restrito após a Segunda Guerra Mundial, do que havia sido antes.

A Geração Beat foi uma resposta organicamente humana ao que a sociedade dominante havia se tornado. E havia algo no Zen que oferecia a tentadora possibilidade de reintegração entre o humano e a natureza, e uma libertação da blindagem compulsiva contra tudo o que marcou os anos 1950.

O mal-estar generalizado rompendo a fachada de conformidade dos anos 1950 “surge da suspeita de que nossa tentativa de dominar o mundo do lado de fora é um círculo vicioso no qual seremos condenados à insônia perpétua de controlar controles e supervisionar supervisão indefinidamente”, disse Watts. O Zen oferecia um “senso refrescante de inteireza a uma cultura na qual o espiritual e o material, o consciente e o inconsciente, haviam sido cataclismicamente separados”.

Foi assim que o Zen-Budismo tornou-se “chique”, por um tempo. Felizmente, é menos chique agora. No entanto, ainda oferece o mesmo caminho de reintegração e liberação que então oferecia.

E sobre Alan Watts? Se os livros de Watts “falam” a você, então, com certeza, desfrute-os. Ele tinha um monte de coisas valiosas a dizer.

Se o seu interesse principal é ler sobre o Zen, alguns dos missionários oficiais da Sōtō Zen (Kokusai Fukyōshi) mantêm sites em português, que você pode visitar. Veja a lista:

. Sōtō Zen Internacional, em Português

. Comunidade Budista Sōtō Zenshu da América do Sul (Templo Busshin-ji – Dōshō Saikawa Rōshi) – São Paulo, SP

. Monja Isshin, Sensei

. Jisui Zendō: Sanga Águas da Compaixão (Monja Isshin, Sensei) – Porto Alegre – RS

. Mosteiro Zen Morro da Vargem (Monge Daiju Bitti, Sensei) – Ibiraçu – ES

. Monja Coen, Sensei

. Zendo Brasil, Tenzui Zendō (Monja Coen, Sensei) – São Paulo – SP

. Templo Enkoji (Monge Tensho Ohata, Sensei) – Itapecerica da Serra – SP

. Templo Zengtsuzan Taikan-ji (Monge Enjō, Sensei) – Pedra Bela – SP

. Templo Zen das Alterosas (Monge Mokugen, Sensei) – Belo Horizonte – MG

Também indicamos:

Daissen Portal Zen-Budista (Monge Genshō) – Florianópolis – SC

e o Blog O Pico da Montanha (Monge Genshō)

 

Tradução livre do grupo “Tradutores do Zen” (colaboraram neste texto Luan Luna e Emerson Ricardo Zamprogno; supervisão de Isshin-sensei; revisão ortográfica de Rodrigo Daien). Texto de autoria de Barbara O’Brien, originalmente publicado no site http://buddhism.about.com/

Uma revisão de “Beat Zen, Square Zen, and Zen”, de Alan Watts (2)

março 17, 2015 às 8:08 am | Publicado em Revistas - Artigos e Entrevistas | 2 Comentários
Imagem encontrado na página: http://en.wikipedia.org/wiki/M._C._Escher

Imagem encontrado na página: http://en.wikipedia.org/wiki/M._C._Escher

(1ª parte)

Em que Watts errou

A primeira frase de Watts me balançou: “É tão difícil para os anglo-saxões quanto para os japoneses absorver algo tão chinês quanto o Zen”. Deixando de lado o uso tão embaraçoso do termo “anglo-saxão” para se referir aos “ocidentais”, parece-me que o Japão absorveu o Zen muitissimamente bem. Mas isso nos leva ao coração do que Watts errou.

Ao continuar a leitura, percebe-se que o “Zen quadrado” do título é o Zen japonês, “com sua hierarquia claramente definida, sua rígida disciplina e seus testes específicos do satori”. Ele comparou o Zen japonês à sua antiga versão, o Zen chinês, chamado Chan, o qual Watts imaginava ser leve e natural, e mais parecido com o Taoismo.

Entretanto, a visão idealista de Watts sobre o Chan ignora o fato de que o Chan também possuía e possui suas hierarquias, disciplina e testes, e a História aponta que devem ter sido tão bem definidos, rígidos e específicos na dinastia chinesa T’ang quanto eles se tornariam no Japão. A história do Chan é cheia de relatos sobre monges passando anos em meditação e outras práticas para atingir a Iluminação. O Zen libertário da imaginação de Watts nunca existiu.

Por exemplo, Watts citou Lin-Chi (Linji Yixuan, morto em 866), um proeminente mestre do Chan da Dinastia T’ang, dizendo: “No Budismo não há lugar para a utilização do esforço”. Essa frase vem sendo traduzida por outros como “Não há muito que fazer” e/ou “A Lei do Buda não guarda espaço para atividades complicadas”, e eu não sei qual é mais precisa.

O que eu sei é que para nossos padrões, Linji deve ter sido um terror. Ele era famoso por seus rigorosos métodos de ensino, os quais incluíam gritos, insultos e socos. Então onde está o “pouco espaço para o uso do esforço”? De fato, para a maioria de nós custa considerável esforço, antes da prática se tornar sem esforço. Nesse assunto, a maior inspiração de Watts foi o estudioso japonês D. T. Suzuki, que aprendeu o Zen num monastério Rinzai – quase o mais “quadrado” que existe.

Eu estou pensando agora sobre uma frase de um poema do venerável professor Theravāda chamado Phra Ajaan Mun Bhuridatta Mahathera, que descreveu uma mente purificada de máculas: “A mente, livre de ficar encantada por qualquer coisa, para com a sua luta”. Sim, quando a mente para de lutar, não há esforço. A literatura Zen, tanto a japonesa como a chinesa, é cheia de descrições sobre o estado de não esforço de um ser realizado. O grande paradoxo da prática é que a maioria das pessoas precisa fazer grande esforço para parar de lutar e atingir um estado de não esforço. O Budismo é fácil, sim, mas nós somos difíceis.

O ensaio é permeado de muitas referências ao Taoismo. O grau a que o Budismo chinês, incluindo o Chan, foi influenciado pelo Taoismo está sendo questionado por muitos estudiosos atuais. Alguns decidiram que não houve qualquer influência. Eu não iria tão longe; cheguei ao Zen através do Taoismo filosófico e me parece que houve alguma influência, pelo menos em como o Chan explica as coisas. Mas é ir longe demais presumir que o Chan da Dinastia T’ang foi tão Taoista quanto Budista, como parece fazer Watts. (continua)

Tradução livre do grupo “Tradutores do Zen” (colaboraram neste texto Luan Luna e Emerson Ricardo Zamprogno; supervisão de Isshin-sensei; revisão ortográfica de Rodrigo Daien). Texto de autoria de Barbara O’Brien, originalmente publicado no site http://buddhism.about.com/

Uma revisão de “Beat Zen, Square Zen, and Zen”, de Alan Watts (1)

março 16, 2015 às 8:19 am | Publicado em Revistas - Artigos e Entrevistas | 1 Comentário

Alan Watts (1915-1973) possivelmente fez mais para popularizar o Zen-Budismo no Ocidente do que qualquer outro. Seus muitos livros sobre o Zen ainda são impressos e as pessoas ainda vão até eles em busca de inspiração e insight. Grande parte do Ocidente obteve suas primeiras impressões do Zen através de Watts.

O Zen Ocidental recorda Watts hoje com certa ambivalência, entretanto. Sim, ele foi um escritor vigoroso e um homem de aguçada inteligência e conhecimento, e seus livros e palestras gravadas ainda atraem pessoas aos centros Zen. Muitos dos professores contemporâneos ocidentais do Zen começaram seu caminho no Zen ao lerem Alan Watts.

Todavia, há aspectos do Zen que Watts compreendeu de forma errada. Ele, às vezes, utilizava palavras dos antigos mestres fora de contexto e impunha suas próprias ideias e interpretações a respeito delas. Mais notoriamente, sua leitura equivocada de um dos antigos koan o levou a ignorar a importância do zazen – a meditação Zen – na prática Zen.

Muito da compreensão de Watts a respeito do Zen está refletida em seu ensaio “Beat Zen, Square Zen, and Zen”, que foi publicado na edição da primavera de 1958 do Chicago Review. Essa publicação foi um marco na história do Zen americano. Contém nove artigos sobre o Zen-Budismo e excertos do que viria a ser Dharma Bums, de Jack Kerouac, cujo “On the Road” (“Na Estrada”) havia sido um sucesso literário em 1957. Depois da publicação no Chicago Review, até mesmo a revista Time sentenciou (em 21 de julho de 1958): “O Zen-Budismo está crescendo cada vez mais chique a cada minuto”.

O Zen que se espalhou foi, na maior parte, o Beat Zen. Mas o Zen “chique” ainda é Zen? E como esse ensaio permaneceu influente por mais de 55 anos? Aqui estão minhas impressões. (continua)

Tradução livre do grupo “Tradutores do Zen” (colaboraram neste texto Luan Luna e Emerson Ricardo Zamprogno; supervisão de Isshin-sensei; revisão ortográfica de Rodrigo Daien). Texto de autoria de Barbara O’Brien, originalmente publicado no site http://buddhism.about.com/

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