Mitos sobre os mestres

fevereiro 13, 2013 às 6:35 pm | Publicado em Blogroll, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Professor de Darma Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

Reproduzo aqui parte de um texto excelente do Monge Genshô, Sensei, onde ele fala a respeito de “mitos sobre os mestres”. Na primeira parte do texto (não reproduzido aqui), ele fala da questão da conveniência – ou não – de “expressar a raiva” e vale a pena ler (veja o link abaixo).

[…] Deveríamos pensar, “isso não é assim, não é proposital, há um motivo para as pessoas agirem dessa forma, essa pessoa fez muitas coisas no passado que a levam a agir dessa forma comigo hoje, mas eu não devo alimentar”.

Os professores do dharma sofrem com isso freqüentemente. É frequente em conversas entre professores descobrirmos que todos temos os mesmos problemas com alunos que o veneram em um momento e no momento seguinte se transformam em seu maior inimigo. Isso acontece porque existe uma idealização do professor como um homem perfeito, um ser maravilhoso em seu manto de monge, cheio de sabedoria. Eles o julgam sem defeitos, choram em sua frente emocionados.

Mas a sua primeira falta real ou imaginária, tomados por sentimentos de desilusão e raiva, muitas vezes tentarão voltar toda a comunidade contra o professor, dizendo que ele não era o ser perfeito que todos imaginavam. O problema está justamente aí, o ser perfeito estava em sua mente.

Diferentes escolas têm diferentes atitudes. Nas escolas tibetanas há um ditado que diz, “More dois vales distantes de seu mestre”. Na escola Zen o professor senta no mesmo nível dos alunos, não senta em um trono. Cada vez que um aluno o procura dizendo sentir raiva e perder a paciência frequentemente, ele responde que também tem os mesmos sentimentos. Os problemas de todas as pessoas também estão presentes na vida do professor, ele também é homem. É um milagre que ele consiga andar mais ou menos reto. É uma coisa maravilhosa que minha esposa consiga sentar ao meu lado para ouvir palestras e praticar zazen. Ninguém no mundo me conhece mais profundamente do que ela. Ela sabe quando fico irritado, quando perco a paciência, sabe de minhas dores, ela está comigo há muitos anos. Ela sabe o quão humano eu sou. O fato de ela vir praticar sabendo de tudo é realmente maravilhoso.

. Ler o texto completo no blog “O Pico da Montanha

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