Um Barulho Alegre

setembro 30, 2012 às 8:21 am | Publicado em Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

toco os instrumentos no templo Ryûzô-ji, do meu Mestre de Transmissão de Darma, Onoda Roshi

Aqui apresentamos a tradução de um texto originalmente publicado em inglês no “The Ino’s Blog”, que é mantido pelo Ino* do San Francisco Zen Center – City Center.

Grande parte da minha primeira semana como Ino foi deliciosamente consumida treinando alunos nos tambores, sinos e vocais que nos “afinam” (literalmente) ao ritmo do nosso zazen e serviço.  Existem religiões de melodia e religiões de harmonia, e do meu ponto de vista, o budismo cai na última categoria.  Realmente, a palavra em sânscrito sama, que é traduzida em inglês como “correto” (como no caminho óctuplo da fala correta, ação correta, etc.) significa “afinado, em sintonia”.

Harmonizar, alinhar, ressoar.  Estas são as qualidades dos sinos, tambores e vozes que se destacam em nosso serviço.  Mesmo depois de mais de 20 anos nesta prática, eu ainda saio com um sorriso quando o conjunto começa, um pouco timidamente, a recitar numa série de notas frequentemente desafinadas, e, de repente, sem esforço, encontra uma altura do tom em comum e harmonias bem afinadas – mesmo entre pessoas que estão em desarmonia durante o resto do dia.

Há esperança nesses momentos, uma atração silenciosa em direção a uma ressonância que vence o eu separado.  O interessante é que sentimos um medo tão profundo de perder o nosso eu, mas entramos em harmonia tão rapidamente na recitação, dispostos a abrir mão de nossa própria posição para a recompensa de estar em harmonia.  Não há necessidade de que todos estejam na mesma nota – a harmonia tem uma melhor chance de encontrar mais frequências correspondentes a partir de quando dizemos: “Ah, sim, essa é a minha nota! Posso pertencer.  Eu posso estar em casa com a música no meu coração. “

– Kyosho Valorie Beer, Ino
Sexta-feira, 7 de setembro, 2012

– Tradução e Revisão Final: Monja Isshin
– Revisão do Português: Ananda Feix Ribeiro

*Nota da tradutora: Ino é o “oficial” do mosteiro que é responsável pela supervisão do “samu”, cuida do “zendô” (sala de zazen), entoa as dedicatórias nas cerimônias e supervisiona as pessoas que tocam os vários tipos de sinos e tambores. Na maioria dos mosteiros de treinamento, os oficiais geralmente ocupam os seus cargos durante um “angô” (período de prática intensivo, com duração de aproximadamente 3 meses). O Ino atual do San Francisco Zen Center – City Center , Kyosho Valorie Beer, assumiu o cargo recentemente.

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