Revista Triratna, Ano II, No. 2

junho 11, 2011 às 12:20 am | Publicado em Blogroll, Prática Zen Budista, Professor de Darma Zen Budista, Revistas - Artigos e Entrevistas, Zen Budismo em Porto Alegre | Deixe um comentário

Reproduzindo o Editorial da Edição No. 2 da Revista Triratna, do CBB-Colegiado Buddhista Brasileira, do qual a Monja Isshin é membro-colaboradora:

O Buddhismo no Brasil, apesar de quantitativamente pequeno em número de membros efetivos, tornou-se nas últimas décadas uma prática altamente simpática e agradável para muitos brasileiros. Realmente, é impressionante o grande número de brasileiros não-buddhistas (os chamados “simpatizantes”) que respondem com entusiasmo aos eventos relacionados a grandes nomes da liderança buddhista, organizados em território nacional com freqüência cada vez maior. Mas o fato é que este interesse e entusiasmo nem sempre correspondem a uma correta compreensão dos fundamentos que traduzem o Dharma de Shakyamuni Buddha em seu correto sentido e coerência. A amplitude dos conceitos humanistas do Buddhismo torna-o altamente adaptável a culturas e linguagens, mas esta saudável flexibilidade não significa que a prática buddhista seja destituída de tradição, originalidade e profunda observação dos seus preceitos corretos.

Assim, temos um interessante dilema para as escolas tradicionais buddhistas já estabelecidas no Brasil: como é possível criar meios hábeis para que os corretos ensinamentos da prática buddhista sejam apresentados aos brasileiros, sem que tais ensinos se percam em erros graves ou misticismos inadequados? Mais além, temos um fator ainda mais delicado e impor tante: quem são e como se apresentam os prováveis líderes e orientadores de Dharma brasileiros?

Fala-se freqüentemente em um “buddhismo brasileiro”, um tipo de buddhismo que existe em detrimento da idéia de um “buddhismo no Brasil”.  Com isso, algumas pessoas procuram lançar a concepção de um novo tipo de buddhismo, aquele que possuiria uma aparência e um contexto nacional, e que encarne o espírito característico da cultura brasileira, e não apenas um buddhismo estabelecido no Brasil mas que não se apresente “nativo”. Este é outro tema delicado e difícil, que precisa ser analisado atentamente pelas escolas buddhistas nacionais, pois é inevitável entender a prática e o entendimento do Dharma como um processo de adaptação consciente dos seus conceitos em nosso cotidiano, e nas realidades específicas de nossa sociedade.

Ao compreender que o debate amplo e diversificado sobre a atuação do buddhismo nacional possui um peso enorme para a correta organização de escolas e práticas buddhistas brasileiras, a REVISTA TRIRATNA sustenta em sua segunda edição a continuidade do tema, iniciado em seu primeiro número (“O Brasil Buddhista: Novas Perspectivas”). Nesta edição, apresentamos artigos que procuram introduzir o leitor ao conhecimento básico de algumas escolas buddhistas relevantes, sob a ótica de seus membros monásticos. Destacamos a introdução aos aspectos essenciais da linhagem Drukpa do Buddhismo Tibetano, feita pelo monge Ngawang Tenphel; temos também a interessante visão do prof. Shaku Shoshin (Joaquim Monteiro) sobre as bases de estabelecimento do Buddhismo Shin (Terra Pura) no Brasil; mais adiante, poderemos analisar os simpáticos comentários da mestra Zen Heila Poep Sa Nim (do Zen Coreano) sobre sua impressão do “espírito brasileiro” em sua visita a diversos espaços de prática em nosso país. Finalmente, temos as explicações simples e sucintas da monja Isshin sobre a cerimônia de transmissão do Dharma, segundo a tradição Soto do Zen japonês. Em destaque final, chamamos a atenção de todos para a abordagem muito interessante do professor Flávio Marcondes sobre o papel social e ético do buddhismo no cenário brasileiro e internacional, as profundas reflexões do monge Meihô Genshô sobre a natureza maravilhosamente vazia das ações do grande patriarca zen Bodhidharma, e dos comentários importantes sobre os fundamentos do Dharma apresentados pelo professor de dharma Ricardo Sasaki.

Concluindo esta edição, temos o texto de autoria do mestre Ajahn Sucitto, um belo exercício de questionamentos sobre a essência do equilíbrio da mente diante dos fenômenos existenciais, sob o prisma da prática contemplativa.

Ler a Revista Virtual Triratna – Publicação Oficial do Colegiado Buddhista Brasileiro – REGISTRO: ISSN 2176-7882 – ANO II – No. 2 – 2011

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