O Corretivo

Outubro 31, 2009 at 12:04 pm | In Compaixão Zen Budista, Meditação em Porto Alegre, Professor de Darma Zen Budista, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment

O Budismo faz um diagnóstico da nossa “doença” espiritual e receita “remédios”. Enquanto que algumas terapias podem ser agradáveis (uma boa massagem, por exemplo), nem todos os tratamentos “médicos” são confortáveis – alguns tratamentos são extremamente desagradáveis e dolorosos (Alguém afirmaria que passar por uma cirugia seria algo “agradável”?). Tomamos os remédios e aceitamos os tratamentos porque desejamos curar-nos das nossas enfermidades.

Portanto, para avaliar aquilo que vemos num relacionamento de um professor com seus alunos, precisamos observar o resultado no médio e longo prazo, sem julgar um único ou alguns poucos incidentes que possamos eventualmente testamunhar.

Trata-se de uma verdade comum a todas as tradições espirituais. Não são nada infreqüemtes as situações onde um observador (visitante, simpatizante, aluno), ao assistir alguma interação entre um professor e um de seus alunos, reage com “mil opinões” a favor ou contra a atitude do professor ou do aluno.

Às vezes, ao ver o professor agindo com firmeza com um aluno, o observador se assusta, ficando com medo de também ser tratado com a mesma firmeza (ou pior). Outras vezes, na mesma situação, se ofende, julgando que o professor é “agressivo”.

Ou, vendo o professor tratando um aluno com delicadeza, carinho ou alegria, acusa-o de “favoritismo”, “complacência” ou “falta de seriedade”.

Na verdade, geralmente, o observador está simplesmente projetando as suas próprias experiências de vida, interpretações, medos e opinões. Todos nós temos uma tendência de achar que sabemos como os outros “devem” agir, como o outro “deve” ensinar – sempre tendemos a achar que “sabemos melhor”. Tiramos as nossas conclusões rapidamente, na hora – já “vimos tudo”, “já entendemos a situação”. Mas, para poder avaliar corretamente, é necessário considerar não somente um “incidente” isolado, mas todo o contexto e o histórico do relacionamento do professor com aquele aluno, bem como o andamento depois do “incidente” em questão. Mais ainda, é necessário libertar-nos dos nossos próprios condicionamentos, projeções e opinões – abrindo o Olho da Sabedoria para saber enxergar além das aparências e o Coração de Compaixão verdadeira que possa compreender o coração do outro.

Encontrei este texto excelente no blog Christian Rocha. Podemos observar como esta nossa tendência de ficar julgando se expressa num conto Sufi:

Trecho do livro “Sufismo no ocidente”

Um mestre que conhecia o caminho para a sabedoria foi visitado por um grupo de buscadores. Encontraram-no num pátio, cercado de discípulos, em meio ao que parecia ser uma festa.

Alguns buscadores disseram:
– Que ofensivo, esta não é a forma de se comportar, qualquer que seja o pretexto.

Outros disseram:
– Isto nos parece excelente, gostamos desta sessão de ensinamento e desejamos participar dela.

E outros disseram:
– Estamos meio perplexos e queremos saber mais sobre este enigma.

Os demais buscadores comentaram entre si:
– Pode haver alguma sabedoria nisto, mas não sabemos se devemos perguntar ou não.

O mestre afastou todos.

Todas estas pessoas, em conversas ou por escrito, difundiram suas opiniões sobre o ocorrido. Mesmo aqueles que não falaram por experiência direta foram afetados por ele, e suas palavras e obras refletiram sua opinião a respeito.

Algum tempo depois, determinados membros do grupo de buscadores passaram novamente por ali e foram ver o mestre. Parados à sua porta, observaram que, no pátio, ele e seus discípulos estavam agora sentados com decoro, em profunda contemplação.

– Assim está melhor — disseram alguns dos visitantes. — É evidente que alguma coisa aprenderam com os nossos protestos.
– Isto é excelente — falaram outros — porque, na última vez, sem sombra de dúvida ele só nos estava colocando à prova.
– Isto é demasiado sombrio — outros disseram. — Podíamos ter encontrado caras sérias em qualquer lugar.

E houve outras opiniões, faladas e pensadas. O sábio, quando terminou o tempo de reflexão, dispensou todos estes visitantes.

Muito tempo depois, um pequeno número deles voltou para pedir sua interpretação do que haviam experimentado. Apresentaram-se diante da porta e olharam para dentro do pátio. O mestre estava sentado, sozinho, nem em divertimento, nem em meditação. Em parte alguma se via qualquer dos seus anteriores discípulos.

– Agora podem escutar a história completa — disse-lhes. — Pude despedir meus discípulos, já que a tarefa foi realizada. Quando vieram pela primeira vez, a aula tinha estado demasiadamente séria. Eu estava aplicando o corretivo. Na segunda vez em que vieram, haviam estado demasiado alegres. Eu estava aplicando o corretivo. Quando um homem está trabalhando, nem sempre se explica diante de visitantes eventuais, por muito interessado que eles acreditem estar. Quando uma ação está em andamento, o que conta é a correta realização dessa ação. Nestas circunstâncias, a avaliação externa torna-se um assunto secundário.

Qual o significado de Samu?

Outubro 13, 2009 at 11:27 am | In Blogroll, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Qual o Significado, Zen Budismo em Porto Alegre | 3 Comments

ZenFriends12-3Web1Samu – Meditação em Ação, a Prática da Atividade Diária

Na nossa prática Zen Budista, temos vários atividades que focalizam diferentes aspectos de nosso treinamento: o Zazen (meditação sentada), o Kinhin (meditação andando), a Prática do Cerimonial (meditação no ritual) e o Samu, que é a Prática da Atividade Diária (meditação em ação). A prática do Samu, em particular, é traduzida pelos praticantes em quase todos os centros de prática como “trabalho” Mas é preciso observar que a palavra “trabalho” pode trazer muitas conotações negativas.

Na tradição judiaco-cristã, por exemplo, o trabalho foi o castigo dado ao homem por ter comido da maçã do conhecimento do bem e do mal (a dualidade). De certa forma, como “Deus descansou no sétimo dia”, parece que a grande meta da vida tornou-se poder “descansar”, desfrutar do ócio. Frequentemente, em casa, depois do “trabalho”, dizemos que estamos “cansados” quando alguém nos pede para ajudar com uma tarefa da casa, como ajudar a secar a louça. No entanto, quando alguém nos convida para jogar futebol ou ir dançar, de repente já não estamos mais “cansados”. O fato é que secar a louça gasta muito menos energia do que jogar futebol ou dançar, mas costumamos definir a terefa de secar a louça como “trabalho” e jogar futebol e dançar como “divertimento”.

Os Estados Unidos, que é um país predominantemente protestante, se beneficiou da interpretação do “trabalho como meio de salvação” – a “ética do trabalho”. Como resultado, o trabalho é valorizado e muitos adolescentes cortam a grama ou cuidam das crianças do vizinho (“babysitting”), entregam jornais e fazem numerosas pequenas tarefas para ganhar um trocadinho e complementar as suas mesadas.

Tentem imaginar isso no Brasil – é quase impossível! Afinal, o Brasil é um país predominantemente católico e não herdou esta “ética do trabalho”. Mais ainda, o Brasil foi um país escravista e, como conseqüencia, traz  na mente inconsciente coletiva uma atitude que diz que trabalhar é para os “escravos”, não para as pessoas “dignas”. E pior, quem “manda” nos escravos é um “capataz”, um “maldoso”.

A cultura popular fala da “malandragem” e do “levar vantagem” como se fossem qualidades positivas. Finalmente, a retórica esquerdista argumenta que os trabalhadores estão sempre sendo “explorados” pelos empresários, e que estes roubam do povo. Este retórica coloca os trabalhadores sempre no papel de vítimas e “demoniza” sempre os empresários.

Conseqüentemente vejo numerosos conflitos internos em muitos brasileiros em relação ao trabalho. Vejo muito sofrimento desnecessário, devido a estas atitudes.

Com a “demonização” dos empresários e o fim da escravidão, até mesmo as pessoas bem-sucedidas na sociedade brasileira com freqüência se vêem enfrentando conflitos internos entre a sua vontade de “subir na vida” e estes conceitos negativos sobre o trabalho que estão na mente coletiva inconsciente. Pior ainda: às vezes, ao “subir na vida, ao se tornaram “bem-sucedidos”,  se tornam alvos do preconceito dos outros, como se fossem ladrões e capatazes.

Saikawa Roshi varre o chão do Templo Busshinji

Saikawa Roshi varre o chão do Templo Busshinji

Com tudo isso, a prática Zen Budista na qual vejo maior resistência entre os praticantes é justamente o Samu, a Prática da Atividade Diária ou a Meditação em Ação. As Sangas relacionados com o nosso grupo atualmente funcionam em espaços de academias de artes marciais e uma parte da nossa prática é de montar a sala com os zabutons, zafus e altar para a nossa prática Zen e, depois, desmontar a sala, deixando-a em ordem para a prática das artes marciais.

É quase cômico observar como alguns dos praticantes chegam – como se estivessem cronometrando – justamente assim que a sala termina de ficar montada, pronta para o Zazen. Se uma pessoa interpreta o Samu como “trabalho”, é natural que não queira participar do Samu. Afinal, ninguém é louco!

Pelo outro lado, é muito gratificante notar como, depois de um tempo de ajudar a desmontar a sala meio “contra a vontade”, “de cortesia, para não deixar a monja sozinha”, etc, os membros da Sanga já demonstram prazer em praticar o Samu de desmontar a sala, e estão aprendendo a “fluir” nas atividades. Sem necessidade de alguém “supervisionando”, as tarefas acabem sendo realizadas, a sala é entregue para as práticas das artes marciais e os nossos objetos são guardados. Não demonstram pressa para “ir embora”. Saímos todos juntos, quando tudo ficou pronto. O Samu deixou de ser visto como “trabalho”.

Saikawa Roshi Cozinhando

Saikawa Roshi Cozinhando

Bem, se o Samu não é “trabalho”, então o quê é? Para quê serve?

Vejo um continuum na nossa prática que vai desde o Zazen até o Samu, nos preparando para levar a nossa prática para o mundo “lá fora”, onde não estamos mais cercados por praticantes, por pessoas unidas pela mesma busca espiritual – a nossa Sanga, mas onde estamos cercados por pessoas de todos os tipos e crenças.

No Zazen, a meditação sentada, vamos entrando em contato com o nosso “centro”, com o estado de Paz e Tranquilidade que está aí dentro, disponível para todos nós. Temos poucas distrações, poucos estímulos para nos distrair, facilitando o nosso mergulho interno, facilitando o nosso cultivo deste estado de Paz e Tranquilidade.

Então seguimos para o Kinhin, a meditação andando, onde treinamos a manutenção deste mesmo estado de Paz e Tranquilidade numa ação levemente mais complicada. Precisamos estar atentos ao equilíbrio do corpo ao andar, combinando os nossos passos não apenas com a nossa respiração mas também com o ritmo do grupo, mantendo a mesma distância entre a pessoa à nossa frente e a pessoa atrás de nós.  Lidamos com mais estímulos – as sensações nos pés ao andar, o “cenário” que muda quando mudamos de lugar na sala… No Kinhin também já começamos a entrar em contato com as nossas preferências, na medida em que aparecem aqueles pensamentos como “ele está andando muito rápido” ou ficando irritados ao achar que a pessoa na nossa frente está andando muito devagar. Treinamos não nos deixar ser levados por estes pensamentos e sentimentos.

Depois disso vamos para a Prática do Cerimonial, onde recitamos sutras e participamos de atividades “pré-estruturadas”, com poucas variações. Esta prática é freqüentemente muito mal-compreendida, interpretada como mero “ritual” sem valor. Mas é uma prática riquíssima onde não apenas praticamos harmonizar a nossa voz com a voz do grupo (“recitar as sutras com os ouvidos”) mas também incorporamos os ensinamentos dos sutras através da recitação e treinamos manter o estado de Paz e Tranquilidade – e a plena atenção – ao realizar ações e movimentos cada vez mais complicados – na medida em que passamos a treinar as diferentes posições que fazem parte do cerimonial (sogei, mokugyo, doan, jisha, dennan, etc.). Enfrentamos o nosso medo de errar, os nossos sentimentos mistos (talvez até com rebeldia) ao lidar com a exigência de precisão nos movimentos e a exatidão nos toques com os instrumentos, etc. Entramos em confronto com a nossa falta de atenção ao errar algum detalhe sempre que nos distraímos e deixamos de manter a plena atenção. É aí que muitos praticantes ou partem para o “piloto automático” e ritual “morto” ou entram na resistência, fugindo da prática, sem imaginar o quanto estão perdendo.

Finalmente, chegamos ao Samu, a Prática da Atividade Diária, que pode ser entendida como a Meditação em Ação ou a “Medit-Ação”. Frequentemente realizada através das atividades “comuns” como servir o chá, varrer o chão, cozinhar, lavar janelas, também inclui toda e qualquer atividade diária como realizar tarefas no computador, costurar, arrumar uma sala, fazer a contabilidade e o controle financeiro do grupo, escrever cartas, instalar uma estante, etc., etc. e etc. Até mesmo estudar pode ser uma prática de Samu. Pode-se dizer que somente ficariam excluídas as atividades de entretenimento, como assistir filmes ou ouvir música.

Mas o que diferencia estas atividades como “Samu” das mesmas atividades no sentido comum, frequentemente rotuladas como “trabalho”? Ao realizar estas tarefas com o espírito da “prática de Samu”, estamos treinando manter, agora em atividades das mais variadas, aquele mesmo estado de Paz e Tranquilidade que descobrimos no Zazen e que praticamos manter no Kinhin e no Cerimonial. Quando fazemos o nosso Samu junto com outros membros da Sanga, temos o apoio de pessoas com quem temos afinidades, que seguem os mesmos valores e realizam a mesma prática. No entanto, na hora do Samu, entramos em contato com as nossas preferências, os nossos julgamentos. Somos cheios de “eu quero/não quero”, “gosto de fazer isto/não gosto de fazer aquilo”. Por exemplo: “não quero lavar janelas, quero cozinhar!”  “Não quero cozinhar, mas aceito secar pratos!” E quantas opiniões descobrimos ter: “quero fazer do meu jeito”, “aquela pessoa faz errado”, “não gosto de trabalhar junto com fulano”, “aquilo é serviço de mulher!”. Descobrimos a nossa tendência de querer tagarelar ou o nosso hábito de fazer as coisas “no piloto automático” em lugar de silenciosamente manter a plena atenção na nossa atividade. Temos a oportunidade de treinar voltar para o nosso centro, mergulhar no estado de Paz e Tranquilidade, sair das dualidades de nossas preferências, julgamentos e opinões e fluir com a atividade, aprendendo a simplesmente fazer a atividade que está à nossa frente.

Que bela preparação para levar a nossa prática “ao mercado”, ao mundo “lá fora”, à nossa convivência com os outros na nossa família ou em nosso local de trabalho!

Que os méritos de nossa prática se estendem a todos os seres, para que, junto com todos os seres, realizemos o Caminho de Buda!

Desejo

Outubro 9, 2009 at 9:12 am | In Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment

Na segunda das Quatro Nobres Verdades o Budismo ensina que o desejo ardente – “tanha” em Pali – é a causa de “dukkha” (geralmente traduzida como “sofrimento”). A palavra “tanha” significa literalmente “sede” e traz a imagem daquela sede angustiante de uma pessoa perdida no deserto que, no desespero provocado pela sede, acaba bebendo água envenenada.

Quantas vezes, em nossas vidas, agimos exatamente assim? Impulsionados pelos nossos desejos – de amor, de aprovação, de experiências novas, etc – nos atiramos nas situações, sem a devida reflexão, e acabamos sofrendo e, freqüentemente, causando sofrimento também para outros seres. Cegamente, nos deixamos  levar pelos nossos condicionamentos, impulsos, influências advindas das propagandas ou dos amigos.

O Dr. David Walsh afirma que estamos tendo uma epidemia de DDD – Discipline Deficit Disorder (Transtorno de Déficit de Disciplina), pois encontramos cada vez mais dificuldade para dizer “não” a nós mesmos e às nossas crianças. Nossa sociedade de consumo baseia-se na satisfação imediata dos desejos – a cultura de “Mais, Fácil, Rápido e Divertido” (More, Easy, Fast & Fun).

Foram realizadas algumas experiências nos Estados Unidos. Na primeira delas, anos atrás, crianças de 4 anos foram testadas sobre sua capacidade de resistir à tentação de comer um doce que já estava no prato à sua frente ou esperar 10 minutos para receber mais um (habilidade de postergar a gratificação, autodisciplina). Estas crianças foram acompanhadas durante vários anos e constatou-se que aquelas que conseguiram esperar os 10 minutos eram as que estavam tendo mais sucesso em todas as áreas de suas vidas (felicidade, popularidade, sucesso acadêmico e profissional) que aquelas crianças que, em lugar de adiar o seu prazer para receber um prazer maior, logo comeram um único doce.

Em não manter uma disciplina saudável com os filhos, em deixar de manter regras consistentes com a palavra “não” significando “não, mesmo”, em deixar de ensinar os filhos a esperar e a dizer não para si mesmos, sem saber e sem querer, estamos minando suas chances de sucesso como adultos.

Pouca disciplina pode ser tão nocivo quanto o excesso. Infelizmente, muitos pais que foram criados com autoritarismo, com excesso de disciplina, caem no outro extremo e criam seus filhos com pouca disciplina.

Se é “função” de uma criança testar os limites, é função dos pais oferecer limites consistentes e saudáveis para os filhos. Muitos pais, porém, querendo ser “pais amorosos”, cedem às birras de seus filhos e voltam atrás, não mantendo o “não” inicial. Não mantêm um “não” consistente. Com isso, ensinam seus filhos que “a palavra ‘não’ não significa ‘não’ – só significa que tenho de mudar de tática para conseguir o que eu quero“. Assim, nascem pessoas manhosas e manipuladoras, que não aprendem a lidar com a frustração de forma saudável. Ficam despreparadas para o “mundo real”.

A capacidade de adiar a gratificação dos desejos é um componente essencial da Inteligência Emocional, de acordo com o Daniel Goleman, autor que popularizou o conceito deste tipo de inteligência.

Seguem vídeos que falam da experiência original e de repetições modernas.

Podemos assisti-los refletindo sobre como somos iguais a estas crianças. Ficamos do mesmo jeito quando estamos pensando no carro, no celular, no calçado, no namorado, na namorada ou no emprego novo que estamos desejando. E é justamente este “tanha”, este desejo ardente, que nos mantém presos no Samsara, no ciclo infindável de prazer e sofrimento. Vamos acolher esta criança dentro de nós, ensina-la a ter paciência e cultivar a nossa prática budista para alcançar a libertação do sofrimento.

Vídeo: TED Talks – Joachim de Posada says “don´t eat the marshmallow yet” (“Não coma o marshmallow ainda” – clicar em “view subtitles” para escolher legendas em português):

Kids and the marshmallow test – legendado em português

Texto do blog  G1 da Globo.com: Comer doce diariamente na infância aumenta agressividade, diz estudo

Outros Vídeos:
Marshmallow Temptation
Dr Walsh Marshmallow WCCO Segment (reportagem em inglês – fala da importância de regras consistentes na criação dos filhos…)

Cerimônias no Templo Busshinji em novembro

Setembro 27, 2009 at 8:54 pm | In Meditação em Porto Alegre, Preceitos Budistas, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment

Programação da cerimônia do cinquentenário do Templo Busshinji

reproduzido do blog: O Pico da Montanha (é onde estão os meus pés): Durma de Monge Genshô


Em novembro será inaugurado o Centro de Treinamento localizado atrás do Templo Busshinji, simultâneamente com o Cinquentenário do Templo. Há um convite a todos os que desejarem participar desta festividade que contará com a presença de autoridades do Soto Zen de todo o mundo.

Programação da cerimônia do cinquentenário do Templo Busshinji
Dia 13 de novembro
10:00 – Recepção do Shumo Socho
. Corte da Faixa de Inauguração e Descerramento da Placa
. Apresentação do novo prédio
11:00 – Cerimônia de Abertura da Imagem do Fundador
11:30 – Cerimônia dos 600 volumes do Sutra Prajna Paramita
12:30 – Banquete no Salão do Pavilhão Dai Kankaku

Dia 14 de Novembro
13:00 – Cerimônia de Abertura do Monumento
13:30 – Palestra
14:30 – Cerimônia Memorial dos Fundadores
15:30 – Cerimônia de Abertura dos Olhos das Imagens Daiguen Shuri Bosatsu e Daruma Soshi
16:30 – Cerimônia Memorial dos Antepassados
17:30 – Cerimônia do Manto Kuyo (Milhões de Luzes)

Dia 15 de Novembro
08:30 – Cerimônia de Recepção do Shumo Socho
09:00 – Cerimônia Memoria dos Monges e Professores falecidos da América do Sul
10:00 – Cerimônia Comemorativa do Cinquentenário do Templo Busshinji
. Entrega do Certificado de Honra ao Mérito de Shumocho para Convidados
11:00 – Cerimônia Memorial para todos os membros
. Entrega do Certificado de Honra ao Mérito do Busshinji para Convidados

Vídeo: Entrevista sobre Baika

Setembro 14, 2009 at 3:37 pm | In Cultura Japonesa, Meditação em Porto Alegre, Música, Música japonesa, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre, Zen e as Artes | Leave a Comment
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Neste vídeo do programa que foi ao ar no dia 11 de setembro, 2009, a Monja Isshin conversa com a apresentadora Lu Adams sobre a Baika, a música Zen Budista. Conta ainda com a participação dos praticantes Simone e Fernando Sedano e Ieda Seishin Rosa.

A Baika é uma prática mensal regular da Sanga Águas da Compaixão, aberto a todos os interessados, independente de experiência musical anterior, qualidade de voz, idade, credo religioso ou outro tipo de discriminação. Todo ano, a Sanga recebe a visita de um professor-mestre do Japão para palestra e aula especial.

A entrevista, do programa Estilo Zen da TV Com de Porto Alegre, produzida pela Poliana Pasa, foi gravada na Praça Província de Shiga, no Bairro de Higienópolis.

O programa completa contendo esta e outras entrevistas pode ser visto no Blog do Estilo Zen

Vídeo: Asagohan

Setembro 2, 2009 at 8:45 pm | In Cultura Japonesa, Japão e Cultura Japonês, Música, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment

Compartilho um dos vídeos mais divertidos que já assisti, do grupo de dança japonês “Shanghai Taro Dance Company” e que descobri no Canal Youtube de Prof. PADilla *UFRGS. Podemos refletir, mesmo rindo, sobre o nosso apego aos gostos pessoais e opinões e a dificulade que temos em negociar e chegar em acordos…

Ele escreve:

Shibumi – Simplesmente sensacional – 5ª Sinfonia de Beethoven
Ao produzir uma versão vocalizada – estilo Capella – da música, o grupo vocal realiza uma paródia na língua japonesa:
Representam uma família, em um restaurante, decidindo o que vão pedir para comer.
A sonoridade da discussão impressiona,
Sempre que estão por chegar a um acordo, uma nova idéia surge, e recomeça, no ritmo dos acordes da música de Beethoven, em cuja execuçao usam apenas as vozes…
De repente, passou o tempo, e já é a hora do almoço.
Quem tem uma familiridade com o NihonGo, idioma japonês, consegue reconhecer diversas palavras, tais como:

asagohan (desjejum),
maze gohan (arroz mexido),
shiro gohan (arroz branco),

hiro gohan (almoço).

www.padilla.adv.br/karate

substituí por uma versão com legendas em inglês:

Respeito Religioso

Agosto 29, 2009 at 10:43 am | In Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment
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Numa democracia, talvez o valor mais importante é a igualdade perante a lei para todos os indivíduos. Numa sociedade secular, a separação entre o estado e as religiões é um valor inestimável – que pressupõe a igualdade de todas as religiões perante a lei, sem qualquer tipo de favoritismo ou preferência por parte dos governantes.

Assim, esperamos que os nossos representantes trabalhem para a “tolerância religiosa” (o respeito mútuo entre as religiões) e a “liberdade religiosa” em lugar de criar um dia especial para este ou aquele grupo religioso. Vinte ou trinta por cento da população não é a população inteira. Não estamos discutindo a qualidade de um grupo ou outro – a questão é outra. O ato de criar um reconhecimento especial – como o dia especial proposto no Projeto de Lei 3541/08 – para um único grupo cria divisões em lugar de paz e harmonia.  Se um dia especial para um grupo religioso for decretado, naturalmente, todos os outros grupos religiosos terão o direito de ter o seu dia especial – o dia dos católicos romanos, católicos ortodoxos, metodistas, batistas, presbitarianos,  religiões afro-brasileiras, espíritas, hindus, judeus, mulçumanos, budistas, religiões indígenas (só para citar algumas) – e ainda temos que lembrar as “novas religiões”, que certamente vão também reclamar os seus direitos.

Por favor, queridos representantes do povo brasileiro: não sigam por este caminho de divisão e favoritismos. Por favor, declarem um Dia Nacional da Espiritualidade que possa acolher a todos, sem excluir ninguém. Ou um Dia Nacional do Diálogo Inter-religioso ou Dia Nacional da Liberdade Religiosa. Em nome da democracia e em nome da sociedade secular, evitem dar favoritismo a qualquer grupo religioso, por mais respeitável que seja.

Mais abaixo, segue uma reprodução das reportagens que deram origem a esta presente mensagem.

Seguem aqui alguns links, para quem gostaria de manifestar-se para os nossos representantes. Este é uma lista pequena, que serve de exemplo, para ilustrar as possibilidades. Caso preferir, pode copiar e colar esta mensagem para facilitar a sua manifestação de opinião…

. para enviar mensagem ao Presidente da República (clique em “Presidente” e depois clique em “Fale com o Presidente”)

. para enviar mensagem aos Senadores Federais (máximo de 500 carácteres na mensagem)

. para enviar mensagem aos Deputados Federais

. para enviar mensagem ao Governo Estadual de Rio Grande do Sul, clique em “fale conosco” neste site.
. para enviar mensagem aos Deputados Estaduais, da Assembléia Legislativa do Estado de Rio Grande do Sul, clique em “Deputados” na barra lateral de esquerda, depois clique em “Lista dos Deputados” para ter acesso aos e-mails destes representantes estaduais.
. para enviar mensagens à Prefeitura de Porto Alegre, veja esta lista com os endereços do Gabinete do Prefeito e os vários Secretarias Municipais.
. para enviar mensagem aos Vereadores da Câmera Municipal de Porto Alegre, clique em “Vereadores” para ter acesso aos e-mails destes representais municipais.

. Abaixo Assinado.org – Todos tem direito de manifestar sua posição perante a sociedade.

1. CCJ da Câmara aprova criação do Dia Nacional do Evangélico

Rodolfo Torres, 26/08/2009 – 13h44

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (26) a criação do Dia Nacional do Evangélico, a ser comemorado em 30 de novembro de cada ano. A proposta não determina que a data seja feriado. No entanto, essa postura já é adotada pelo Amapá e pelo Distrito Federal.

Aprovada em caráter terminativo (sem a necessidade de ir a plenário), a proposta seguirá para a análise do Senado. De autoria do deputado Cleber Verde (PRB-MA), o Projeto de Lei 3541/08 destaca o substancial crescimento dos evangélicos no país.

“De acordo com pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os evangélicos representam hoje 20,3% da população brasileira. Esse percentual corresponde a mais de 34 milhões de pessoas”, argumenta o parlamentar maranhense.

“Ao contrário do que acontece com os católicos brasileiros, cuja maior parte nasce dentro da religião mas na maioria dos casos não a segue completamente, os evangélicos levam a prática da fé a sério. Para começar, muitos evangélicos são convertidos – ou seja, escolheram aderir a uma religião por conta própria. Por isso, tendem a se tornar militantes da causa, envolvendo-se nos cultos e nas atividades comunitárias desenvolvidas em torno dos templos que freqüentam”, justifica o deputado no projeto.

2. Câmara regulamenta o direito à liberdade religiosa

Gilberto Nascimento, 27/08/2009  00h25

O deputado Eduardo Cunha foi o relator do texto aprovado pelo Plenário.

O Plenário aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 5598/09, do deputado George Hilton (PP-MG), que regulamenta o direito constitucional de livre exercício de crença e cultos religiosos. A matéria segue agora para o Senado. Formulado nos mesmos moldes do Projeto de Decreto Legislativo 1736/09, aprovado na mesma sessão, o PL 5598/09 repete diversos artigos do acordo entre o Brasil e o Vaticano, adaptando-os a todas as religiões.

O texto aprovado é o do substitutivo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que fez mudanças no formato da redação original para retirar o tom de acordo internacional.

Ficam garantidas normas já reconhecidas pela jurisprudência brasileira sobre questões como a inexistência de vínculo empregatício entre religiosos e igrejas. Sacerdotes de todas as religiões poderão ter acesso, observadas as exigências legais, a fiéis internados em estabelecimentos de saúde ou detidos em presídios.

Religião nas ruas
Uma das inovações em relação ao acordo com o Vaticano é a garantia de livre manifestação religiosa em locais públicos, com ou sem acompanhamento musical, desde que não sejam contrariadas a “ordem e a tranqüilidade pública”.

O texto prevê que nenhum edifício de uso religioso poderá ser demolido, ocupado ou penhorado, observada a função social da propriedade.

Capelães
Ao disciplinar a assistência religiosa no âmbito das Forças Armadas, o projeto garante que cada credo constituirá organização própria com a finalidade de dirigir, coordenar e supervisionar essa assistência aos seus fiéis.

Para isso, deverá ser assegurada igualdade de condições, honras e tratamento a todos os credos.

Ensino
Quanto ao ensino religioso, em vez de proibir a discriminação de qualquer credo na aplicação dessa disciplina nas escolas públicas (como aconteceu no caso do acordo com o Vaticano), o projeto proíbe o proselitismo, que é a atividade de catequizar uma pessoa.

Código Penal
O projeto estabelece também que a violação à liberdade de crença e à proteção dos locais de culto e suas liturgias sujeita o infrator a sanções do Código Penal, além da responsabilização civil pelos danos provocados.

Íntegra da proposta:
- PL-5598/2009

Notícias relacionadas:
Deputados aprovam o Estatuto da Igreja Católica

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – João Pitella Junior

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara’)

NOTA: no dia 2 de setembro, recebi a seguinte resposta à minha mensagem sobre este assunto enviado ao Sr. Presidente da República:

Prezada Senhora,
Em resposta a sua mensagem endereçada ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informamos que ela foi encaminhada à Subchefia de Assuntos Parlamentares / Coordenação Política/PR para análise e eventuais providências.
Cordialmente,
Claudio Soares Rocha
Diretoria de Documentação Histórica
Gabinete Pessoal do Presidente da República


O rigor da prática Budista

Agosto 21, 2009 at 7:17 pm | In Compaixão Zen Budista, Meditação em Porto Alegre, Professor de Darma Zen Budista, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | 2 Comments

A prática espiritual é rigorosa – em todas as tradições religiosas, inclusive no Budismo. Quem imagina que profunda auto-transformação, o confronto consigo mesmo, possa ser um processo “suave” e “agradável” está bastante iludido. É claro que também encontramos no caminho muitos efeitos positivos de relaxamendo, bem-estar, melhorias nos relacionamentos, até que um dia realizamos o fim do dukkha (sofrimento, insatisfatoriedade). Graças à prática é certo que vivenciamos mudanças grandes e positivas em nossas vidas.

Mesmo assim, o fato é que para nos libertarmos dos nossos condicionamentos, é preciso antes enxergá-los. E para enxergá-los é necessário que eles “apareçam”, o que em geral traz algum tipo de desconforto em nossa prática – conflitos com o professor, conflitos com colegas de Sanga, desconfortos de variados tipos. O “rigor” da prática serve para fazer “aparecer” estes condicionamentos.

Em retiros de Vipassana, é freqüente haver um rigor absoluto de manter silêncio e não se mover durante os períodos de meditação. Monges da tradição Teravada, bem como os monges das tradições Mahayanas não-japonesas, seguem mais de 200 regras de comportamento e os leigos seguem 5, 8 ou 10 regras. Nas tradições japonesas, tanto os leigos quanto os monges seguem os “16 Preceitos do Bodisatva”.

As tradições tibetanas praticam um grande rigor nos debates, que podem ser praticamente “massacrantes”. A tradição da Terra Pura japonesa mostra o mesmo rigor nos debates.

E o Zen? Geralmente, temos bastante rigor na questão da manutenção do silêncio durante os retiros e durante a prática de samu. Geralmente, pede-se rigor de evitar movimentar-se durante o zazen.

Mas talvez o rigor mais surpreendente do Zen seja o rigor nas atividades diárias, na precisão das formas. Diferente de várias das outras tradições, no Zen temos regras sobre com que pé vamos entrar no Zendo e sobre como vamos andar, servir o chá, comer (com Oryoki – conjunto de tigelas) e realizar as várias funções da Prática de Cerimonial (tocar instrumentos, anunciar o próximo sutra, recitar dedicatória, entregar e recolher os livros dos sutras, fazer oferendas, etc). Mil detalhes, detalhes que nos chamam para a Plena Atenção, para o Aqui e Agora.

Mas o que é esta Plena Atenção, este “estar no Aqui e Agora”?

A cultura Ocidental tornou-se muito “informal”. Conseqüentemente, muitos praticantes se rebelam contra o rigor da “forma” no Zen. Mas no fundo o que significa “informal”? Acaba significando “in-forme”, ou seja, “sem forma”, “caótico”. Aqueles praticantes condicionados na “informalidade” se assustam quando tentam praticar as formas do Zen, pois talvez nunca cultivaram tamanho “auto-controle” nas suas atividades. Talvez achem tudo isso “pura chatice”. E quando ouvem um professor falar da importância de fazer as coisas com “naturalidade” e “espontaneidade”, acreditam que o seu jeito de fazer as coisas já é a “naturalidade” e a “espontaneidade” do Zen. Mas esta “informalidade”, na verdade, é um certo desleixo. Ou seja, não entenderam a “espontaneidade Zen”.

Mas também temos muitos “perfeccionistas” em nossa cultura. E como eles sofrem, inicialmente, com a nossa prática! Não entendem o que significa a verdadeira “Plena Atenção”. Confundem o rigor do Zen com a sua atenção aos detalhes, com a pressão e auto-cobrança quase obsessivos do perfecionismo que viveram no passado. Quando estes alunos fazem suas atividades sem estar verdadeiramente no Aqui e Agora, tendem a cair em suas auto-cobranças obsessivas, e sofrem muito. Talvez, querendo escapar do sofrimento, mas sem perceber a verdadeira causa, reclamam que o Zen é exigente demais, afirmando que “não precisava ser tudo tão certinho”… A verdade é que não estão entendendo a prática de olhar para os seus condicionamentos se manifestando e voltar à respiração, como treinam fazer com os pensamentos no Zazen.

Já os professores, às vezes, parecem bastante estranhos, aparentemente se contradizendo, uma hora pedindo “naturalidade e espontaneidade” e logo em seguida pedindo “precisão”, corrigindo vários detalhes. Pedem que façam as coisas “corretamente” e logo em seguida falam coisas como “Não tenha medo de errar! Se vai errar, por favor, erre com tudo!”.

Estão vendo os seus alunos indo de um extremo ao outro: tentando “não errar”, caem no perfecionismo; tentando agir “naturalmente”, caem no “desleixo”. Dualidade pura.

Falando paradoxalmente, aparentemente se contradizendo, os professores estão convidando os alunos a descobrirem a Plena Atenção, uma terceira postura na vida que permite uma precisão e atenção a detalhes que é natural e espontânea – algo bem diferente dos dois extremos do desleixo informal e do perfecionismo obsessivo da mente condicionada. Estão convidando os alunos a virem para o Aqui e Agora, plenamente conscientes de si mesmos, dos outros, do ambiente, das circunstâncias e de suas ações. Estão convidando-os a descobrir o “Zen na Ação”, a levar para as atividades diárias aquele mesmo estado de paz e tranqüilidade que é vivenciado no Zazen. Estão convidando-os a libertarem-se dos seus condicionamentos, manifestando a “mente iluminada”.

Este é o método do Zen.

Aqui reproduzo as reflexões do Monge Gensho, no blog O Pico da Montanha, depois de assistir o filme “Zen, a Vida de Mestre Dogen”:

“Nossos esforços de meditação imitam pobremente os de Dogen e dos monges que iniciaram a prática Soto Zen no Japão. No início do século XIII eles eram extremamente pobres, e às vezes, em lugar de arroz, só tinham água fervida para substituir refeições. [...]
A biografia do mestre é emocionante mas densa de tal modo que não passará em circuitos comerciais. Os diálogos diretamente tirados dos textos clássicos exigem comentários posteriores para serem melhor apreciados.
Ao vermos o budismo integral de Mestre Dogen, praticando como ele até morrermos sentados em zazen, compreendemos o significado da degenerescência do Dharma, como de todas as coisas que os homens fazem, sempre tentando ficar com o que é confortável em lugar de praticar verdadeiramente.”

Quanta verdade, Monge Gensho!

A luz do corpo

Agosto 15, 2009 at 3:03 pm | In Blogroll, Meditação e Ciência, Meditação em Porto Alegre, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment

O corpo humano emite luz, de fato. Mas, a um nível um milésimo da capacidade do olho humano perceber. Pesquisadores japoneses conseguiram criar um sistema para fotografar estas emissões de fótons, e acreditam que mostram as variações no metabolismo.

Aparentemente, a ciência moderna está finalmente conseguindo validar, à sua maneira, algo sobre os ensinamentos tradicionais sobre “chi” e “aura”…

PubMedCentral

A. Schematic illustration of experimental setup. B–F. Images of ultraweak photon emission from human body. B. Image of the subject under light illumination. C. Image at 10:10. D. Image at 13:10. E. Image at 16:10. F. Image at 19:10. G. Image at 22:10 with a calibration bar which indicates the estimated radiation intensity expressed by photon number per unit of time per unit of skin surface. H. Daily rhythm of photon emission from face and body from 5 volunteers. Significant difference from the photon emission at 10:00 AM (n = 15, Mean±SD; **P<0.01, *P<0.05). I. A typical thermographic image of the subject from Fig. 1B–G

Ler mais:
. Artigo complete no site PLoS One (em inglês)
. Reportagem no site Live Science (em inglês).

Vídeo: Zen, a Vida de Mestre Dogen (trailer)

Agosto 10, 2009 at 8:04 pm | In Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment

Título original: Zen
Diretor: Banmei Takahashi’s
Língua original: Japonês
Duração: 127 min.
Lançamento: 01/2009

Este filme foi totalmente baseado em fatos reais, ambientado no Japão e na China. Retrata a vida do mestre zen budista Dogen Zenji, durante o turbulento período Kamakura. Os pais de Dogen morreram quando ele ainda era muito jovem, e o desejo final de sua mãe era que ele se tornasse um monge e trabalhasse para o bem estar de todos os seres. A experiência de ter perdido seus pais, deu uma visão especial a Dogen para a natureza fugaz da vida e desencadeou a sua busca pela iluminação. Ele viajou para a China e treinou para se tornar um mestre budista, mas quando retornou ao Japão para difundir o que ele aprendera como uma forma nova de budismo, foi recebido com muita resistência e repressão.

ler mais no blog Esteja Aqui e Agora

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