Casamento Zen Budista em Porto Alegre
Novembro 22, 2009 at 10:59 am | In Blogroll, Cultura Japonesa, Japão e Cultura Japonês, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentTags: casamento, cerimônias zen budistas
No dia 20 de novembro de 2009, foi celebrada a cerimônia Zen Budista de Casamento em Frente de Buda de George e Daniele Martins. A cerimônia, oficiada pela Monja Isshin, contou com a presença de familiares e amigos do casal – e até com “padrinhos virtuais” que puderem participar à distância graças à tecnologia de Internet e Skype.
Compartilho um vídeo da minha professora de treinamento e de Combate de Darma, Aoyama Shundo Roshi, abadessa do mosteiro feminino Aichi Senmon Nisodo em Nagoya, oficiando um casamento no seu templo Muryô-ji em Nagano.
Ler uma reportagem sobre Casamento Budista no Brasil (Monja Coen): Casamento Zen Budista
Ler textos de Aoyama Roshi do livro Para uma Pessoa Bonita:
. Passam Burros, Passam Cavalos
. Eu, Aqui e Agora
Desejo
Outubro 9, 2009 at 9:12 am | In Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentNa segunda das Quatro Nobres Verdades o Budismo ensina que o desejo ardente – “tanha” em Pali – é a causa de “dukkha” (geralmente traduzida como “sofrimento”). A palavra “tanha” significa literalmente “sede” e traz a imagem daquela sede angustiante de uma pessoa perdida no deserto que, no desespero provocado pela sede, acaba bebendo água envenenada.
Quantas vezes, em nossas vidas, agimos exatamente assim? Impulsionados pelos nossos desejos – de amor, de aprovação, de experiências novas, etc – nos atiramos nas situações, sem a devida reflexão, e acabamos sofrendo e, freqüentemente, causando sofrimento também para outros seres. Cegamente, nos deixamos levar pelos nossos condicionamentos, impulsos, influências advindas das propagandas ou dos amigos.
O Dr. David Walsh afirma que estamos tendo uma epidemia de DDD – Discipline Deficit Disorder (Transtorno de Déficit de Disciplina), pois encontramos cada vez mais dificuldade para dizer “não” a nós mesmos e às nossas crianças. Nossa sociedade de consumo baseia-se na satisfação imediata dos desejos – a cultura de “Mais, Fácil, Rápido e Divertido” (More, Easy, Fast & Fun).
Foram realizadas algumas experiências nos Estados Unidos. Na primeira delas, anos atrás, crianças de 4 anos foram testadas sobre sua capacidade de resistir à tentação de comer um doce que já estava no prato à sua frente ou esperar 10 minutos para receber mais um (habilidade de postergar a gratificação, autodisciplina). Estas crianças foram acompanhadas durante vários anos e constatou-se que aquelas que conseguiram esperar os 10 minutos eram as que estavam tendo mais sucesso em todas as áreas de suas vidas (felicidade, popularidade, sucesso acadêmico e profissional) que aquelas crianças que, em lugar de adiar o seu prazer para receber um prazer maior, logo comeram um único doce.
Em não manter uma disciplina saudável com os filhos, em deixar de manter regras consistentes com a palavra “não” significando “não, mesmo”, em deixar de ensinar os filhos a esperar e a dizer não para si mesmos, sem saber e sem querer, estamos minando suas chances de sucesso como adultos.
Pouca disciplina pode ser tão nocivo quanto o excesso. Infelizmente, muitos pais que foram criados com autoritarismo, com excesso de disciplina, caem no outro extremo e criam seus filhos com pouca disciplina.
Se é “função” de uma criança testar os limites, é função dos pais oferecer limites consistentes e saudáveis para os filhos. Muitos pais, porém, querendo ser “pais amorosos”, cedem às birras de seus filhos e voltam atrás, não mantendo o “não” inicial. Não mantêm um “não” consistente. Com isso, ensinam seus filhos que “a palavra ‘não’ não significa ‘não’ – só significa que tenho de mudar de tática para conseguir o que eu quero“. Assim, nascem pessoas manhosas e manipuladoras, que não aprendem a lidar com a frustração de forma saudável. Ficam despreparadas para o “mundo real”.
A capacidade de adiar a gratificação dos desejos é um componente essencial da Inteligência Emocional, de acordo com o Daniel Goleman, autor que popularizou o conceito deste tipo de inteligência.
Seguem vídeos que falam da experiência original e de repetições modernas.
Podemos assisti-los refletindo sobre como somos iguais a estas crianças. Ficamos do mesmo jeito quando estamos pensando no carro, no celular, no calçado, no namorado, na namorada ou no emprego novo que estamos desejando. E é justamente este “tanha”, este desejo ardente, que nos mantém presos no Samsara, no ciclo infindável de prazer e sofrimento. Vamos acolher esta criança dentro de nós, ensina-la a ter paciência e cultivar a nossa prática budista para alcançar a libertação do sofrimento.
Vídeo: TED Talks – Joachim de Posada says “don´t eat the marshmallow yet” (“Não coma o marshmallow ainda” – clicar em “view subtitles” para escolher legendas em português):
Kids and the marshmallow test – legendado em português
Texto do blog G1 da Globo.com: Comer doce diariamente na infância aumenta agressividade, diz estudo
Outros Vídeos:
. Marshmallow Temptation
. Dr Walsh Marshmallow WCCO Segment (reportagem em inglês – fala da importância de regras consistentes na criação dos filhos…)
Vídeo: Entrevista sobre Baika
Setembro 14, 2009 at 3:37 pm | In Cultura Japonesa, Meditação em Porto Alegre, Música, Música japonesa, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre, Zen e as Artes | Leave a CommentTags: estilo zen, Lu Adams, música religiosa, música sacra, tv com
Neste vídeo do programa que foi ao ar no dia 11 de setembro, 2009, a Monja Isshin conversa com a apresentadora Lu Adams sobre a Baika, a música Zen Budista. Conta ainda com a participação dos praticantes Simone e Fernando Sedano e Ieda Seishin Rosa.
A Baika é uma prática mensal regular da Sanga Águas da Compaixão, aberto a todos os interessados, independente de experiência musical anterior, qualidade de voz, idade, credo religioso ou outro tipo de discriminação. Todo ano, a Sanga recebe a visita de um professor-mestre do Japão para palestra e aula especial.
A entrevista, do programa Estilo Zen da TV Com de Porto Alegre, produzida pela Poliana Pasa, foi gravada na Praça Província de Shiga, no Bairro de Higienópolis.
O programa completa contendo esta e outras entrevistas pode ser visto no Blog do Estilo Zen.
Vídeo: Asagohan
Setembro 2, 2009 at 8:45 pm | In Cultura Japonesa, Japão e Cultura Japonês, Música, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentCompartilho um dos vídeos mais divertidos que já assisti, do grupo de dança japonês “Shanghai Taro Dance Company” e que descobri no Canal Youtube de Prof. PADilla *UFRGS. Podemos refletir, mesmo rindo, sobre o nosso apego aos gostos pessoais e opinões e a dificulade que temos em negociar e chegar em acordos…
Ele escreve:
Shibumi – Simplesmente sensacional – 5ª Sinfonia de Beethoven
Ao produzir uma versão vocalizada – estilo Capella – da música, o grupo vocal realiza uma paródia na língua japonesa:
Representam uma família, em um restaurante, decidindo o que vão pedir para comer.
A sonoridade da discussão impressiona,
Sempre que estão por chegar a um acordo, uma nova idéia surge, e recomeça, no ritmo dos acordes da música de Beethoven, em cuja execuçao usam apenas as vozes…
De repente, passou o tempo, e já é a hora do almoço.
Quem tem uma familiridade com o NihonGo, idioma japonês, consegue reconhecer diversas palavras, tais como:
asagohan (desjejum),
maze gohan (arroz mexido),
shiro gohan (arroz branco),
hiro gohan (almoço).
www.padilla.adv.br/karate
substituí por uma versão com legendas em inglês:
Vídeo: Chuva
Agosto 19, 2009 at 9:40 pm | In Música, Vídeo, Zen e as Artes | Leave a CommentUm vídeo muito interessante, por um grupo chamado Perpetuum Jazzile
Encontrado no Blog Folhas do Caminho
Assistir outros vídeos deste grupo cantando:
. Aquarela do Brasil
. Só Danço Samba
. Mas que Nada
Vídeo: Zen, a Vida de Mestre Dogen (trailer)
Agosto 10, 2009 at 8:04 pm | In Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentTítulo original: Zen
Diretor: Banmei Takahashi’s
Língua original: Japonês
Duração: 127 min.
Lançamento: 01/2009
Este filme foi totalmente baseado em fatos reais, ambientado no Japão e na China. Retrata a vida do mestre zen budista Dogen Zenji, durante o turbulento período Kamakura. Os pais de Dogen morreram quando ele ainda era muito jovem, e o desejo final de sua mãe era que ele se tornasse um monge e trabalhasse para o bem estar de todos os seres. A experiência de ter perdido seus pais, deu uma visão especial a Dogen para a natureza fugaz da vida e desencadeou a sua busca pela iluminação. Ele viajou para a China e treinou para se tornar um mestre budista, mas quando retornou ao Japão para difundir o que ele aprendera como uma forma nova de budismo, foi recebido com muita resistência e repressão.
ler mais no blog Esteja Aqui e Agora
Vídeo: O Chamado
Julho 2, 2009 at 11:50 pm | In Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Preceitos Budistas, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentSegue um vídeo muito bonito, com a narração de nossa amiga Liana Utinguassú, nos lembrando da urgência de aprendermos a viver em harmonia com a Natureza e com as diferentes culturas.
No envio do link do vídeo, escreveu:
“Sonhamos juntos, Realizamos JUNTOS.
Este Vídeo foi passado em Palestra no Mês do Meio Ambiente Banrisul/Programa Reciclar (24/06/2009). Agradecemos sempre pela oportunidade e apoio. Buscamos fazer nossa parte no sentido de gerar visibilidade, sensibilizar e unir forças, em RESPEITO a TERRA e seus filhos, SEGUIMOS caminhando.
“O Guerreiro deve fugir dos Jogos de aparências, pois o tempo é demasiado curto para estratégias de FAZ de conta”. (Carlos Aveline).
“Não bsucando desculpas por Não fazer e sim Razões para Fazer”.
“Nós… PERTENCEMOS À TERRA,
A TERRA MÃE..NÃO NOS PERTENCE “
O TEMPO URGE!
Liana Utinguassú
Servidora/Presidente OSCIP Yvy Kuraxo
Escritora: Obra Publicada: O Chamado da Terra
. www.yvykuraxo.org.br
. http://yvykuraxo.ning.com/.
Vídeo: A Partida
Junho 20, 2009 at 1:06 am | In Compaixão Zen Budista, Cultura Japonesa, Japão e Cultura Japonês, Meditação em Porto Alegre, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment
A entrega do Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano trouxe uma surpresa. O filme japonês A Partida (Departures /Okuribito) levou a tão desejada estatueta no lugar de outros filmes mais incensados pela crítica. Mas afinal de contas, o que “A Partida” tem que o torna tão especial? Trata-se da história de um homem na faixa dos 20 anos, casado, que toca violoncelo numa orquestra em Tóquio, e esta é dissolvida pelo patrocinador. Ele volta à sua cidade natal com a sua mulher e consegue um emprego no qual ganha muito bem. O que o desagrada é o novo trabalho em si: arrumar defuntos para serem cremados, numa cerimônia em que a família da pessoa morta está presente. À medida em que ele persiste no emprego, começa a perceber a importância do que faz e a dignidade de honrar os mortos em sua despedida.
A morte faz parte da vida, mas muitas vezes a negamos, talvez pelo medo, talvez por estarmos ocupados demais tentando sobreviver. Quando entendemos a morte como a outra face da vida, esta toma um novo sentido. Podemos efetivamente viver – e não somente sobreviver. Geralmente a morte, principalmente de pessoas queridas, nos sacode de nossa zona de conforto, de uma forma mais ou menos intensa, provocando questionamentos sobre a vida, principalmente sobre aquelas questões que adiamos a resolução. A morte nos lembra que tudo passa, que nada é para sempre, e dá uma noção real de que o tempo anda, e não espera.
É preciso saber dizer adeus a quem nos deixa, mesmo sabendo que o que está presente naquele instante é um corpo sem vida. Isso realça a dignidade da vida, não só daquele que morreu, mas de quem ainda vive.
Dizer que a morte faz parte da vida nos faz pensar só no final, mas é muito mais presente do que isso: a cada situação em que precisamos terminar algo para começar uma nova etapa da vida, a morte está ali.
Pode parecer absurdo o que eu vou dizer, mas integre a morte em sua vida para que você possa viver mais plenamente. Busque soluções para aqueles problemas que vem adiando, como se o tempo não passasse. Perceba o que já terminou em sua vida, e você não reconhece. Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina. Podem ser situações de trabalho, de relacionamento, de hábitos. Viver tendo presente a perspectiva de que morreremos não deveria trazer medo, mas acentuar a responsabilidade que temos de fazer com que a nossa vida tenha o rumo que planejamos para ela. Assim, podemos ser dignos de um dia morrer conscientes de que buscamos (mas nem sempre conseguimos) realizar aquilo que é necessário da melhor forma possível. (Personare)
encontrado no blog: Esteja Aqui e Agora
Nota: este filme foi lançado pela Paris Filmes. Aguardamos o lançamento em DVD.
Últimas palavras
Junho 4, 2009 at 6:41 pm | In Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Preceitos Budistas, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | 1 CommentNuma palestra fantástica sobre “Música e Paixão”, o Regente Benjamin Zender relata uma história que se encaixa de forma maravilhosa nos ensinamentos Budistas sobre a Fala Correta (os Paramitas) e os nossos Preceitos do Bodhisatva sobre a fala.
Eu me pergunto: como seria a minha fala se em cada momento eu me questionasse internamente: “Será que o que estou falando é o que eu gostaria de ter como a última coisa que esta pessoa ouve de mim nesta vida? Será que isto que estou falando ou pensando é o que eu gostaria de ter como as minhas últimas palavras ou pensamentos desta vida?”
Não temos como saber se veremos o nosso ouvinte outra vez nesta vida. Também não temos como saber se ainda estaremos vivos daqui a um segundo. Fingimos que a vida continuará para sempre, que sempre teremos uma outra oportunidade para dizer “eu te amo” ou “eu te perdôo”. Fazemos de conta que sempre teremos tempo para sair das nossas raivas ou daqueles momentos em que nos posicionamos como vítimas. Mas nem sempre é assim. E se hoje fosse o último dia da minha vida – como eu agiria? Como falaria? Como pensaria?
Por mais que a outra pessoa erre, quando vou corrigir a sua ação ou o seu comportamento, será que o seu erro justifica eu atacar o seu caráter, chamando-a de “estúpida”, o rebaixando? O comportamento de uma pessoa não é o mesmo que o seu caráter.
Por mais que eu me ache justificado em ter raiva de alguém e falar mal do outro, será que eu gostaria de ter palavras raivosas como minhas últimas palavras desta vida? Ou palavras de auto-comiseração? Será que eu gostaria de ter fofoca ou conversas frívolas como as minhas últimas palavras?
A história que ele relatou é (retirada da transcrição do vídeo):
“Então, agora eu tenho um último pensamento, que é que realmente faz diferença o que dizemos. As palavras que saem de nossas bocas. Eu aprendi isso de uma mulher que sobreviveu Auschwitz, uma dos raros sobreviventes. Ela foi para Auschwitz quando tinha 15 anos de idade, e seu irmão tinha oito, e os pais estava perdidos. E ela me contou isso, ela disse, “Nós estávamos no trem indo para Auschwitz e eu olhei para baixo e vi que os sapatos do meu irmão estavam faltando. e eu disse, “Porque você é tão estúpido, não pode manter as suas coisas juntas por deus?” — da maneira que uma irmã mais velha pode falar com um irmão mais novo. Infelizmente, isso foi a última coisa que ela disse para para ele porque ela nunca mais viu ele novamente. Ele não sobreviveu. E quando ela saiu de Auschwitz, ela fez uma promessa. Ela me falou isso. Ela disse, “Eu sai de Auschwitz com vida e eu fiz uma promessa. E a promessa era: Eu nunca vou dizer nada que não possa se sustentar como a última coisa que eu diga.” Agora, nós podemos fazer isso? Não – e enganamos a nós mesmos e aos outros. Mas essa é uma possibilidade que podemos viver.”
O vídeo da palestra, que realmente vale a pena assistir, fica no site do TED:
http://www.ted.com/index.php/talks/benjamin_zander_on_music_and_passion.html
Para assistir com legendas em Português:
Clicar em “subtitles” e escolher “portuguese (Brazil)”
Para ler uma transcrição da palestra (disponível em várias línguas):
Na barra lateral, clicar em “interactive transcript” e escolher a língua desejada (como “portuguese (Brazil) ou inglês)”. Clicar em qualquer frase da transcrição leva o internauta àquele trecho do vídeo.
Vídeo: Sonho do Último Dia
Maio 21, 2009 at 6:09 pm | In Compaixão Zen Budista, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentNeste vídeo de grande sensibilidade, “Last Day Dream” (Sonho do Último Dia), um homem revê sua vida em 42 segundos. E você, como seria o seu filme de 42 segundos da sua vida?
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