Respeito Religioso

Agosto 29, 2009 at 10:43 am | In Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment
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Numa democracia, talvez o valor mais importante é a igualdade perante a lei para todos os indivíduos. Numa sociedade secular, a separação entre o estado e as religiões é um valor inestimável – que pressupõe a igualdade de todas as religiões perante a lei, sem qualquer tipo de favoritismo ou preferência por parte dos governantes.

Assim, esperamos que os nossos representantes trabalhem para a “tolerância religiosa” (o respeito mútuo entre as religiões) e a “liberdade religiosa” em lugar de criar um dia especial para este ou aquele grupo religioso. Vinte ou trinta por cento da população não é a população inteira. Não estamos discutindo a qualidade de um grupo ou outro – a questão é outra. O ato de criar um reconhecimento especial – como o dia especial proposto no Projeto de Lei 3541/08 – para um único grupo cria divisões em lugar de paz e harmonia.  Se um dia especial para um grupo religioso for decretado, naturalmente, todos os outros grupos religiosos terão o direito de ter o seu dia especial – o dia dos católicos romanos, católicos ortodoxos, metodistas, batistas, presbitarianos,  religiões afro-brasileiras, espíritas, hindus, judeus, mulçumanos, budistas, religiões indígenas (só para citar algumas) – e ainda temos que lembrar as “novas religiões”, que certamente vão também reclamar os seus direitos.

Por favor, queridos representantes do povo brasileiro: não sigam por este caminho de divisão e favoritismos. Por favor, declarem um Dia Nacional da Espiritualidade que possa acolher a todos, sem excluir ninguém. Ou um Dia Nacional do Diálogo Inter-religioso ou Dia Nacional da Liberdade Religiosa. Em nome da democracia e em nome da sociedade secular, evitem dar favoritismo a qualquer grupo religioso, por mais respeitável que seja.

Mais abaixo, segue uma reprodução das reportagens que deram origem a esta presente mensagem.

Seguem aqui alguns links, para quem gostaria de manifestar-se para os nossos representantes. Este é uma lista pequena, que serve de exemplo, para ilustrar as possibilidades. Caso preferir, pode copiar e colar esta mensagem para facilitar a sua manifestação de opinião…

. para enviar mensagem ao Presidente da República (clique em “Presidente” e depois clique em “Fale com o Presidente”)

. para enviar mensagem aos Senadores Federais (máximo de 500 carácteres na mensagem)

. para enviar mensagem aos Deputados Federais

. para enviar mensagem ao Governo Estadual de Rio Grande do Sul, clique em “fale conosco” neste site.
. para enviar mensagem aos Deputados Estaduais, da Assembléia Legislativa do Estado de Rio Grande do Sul, clique em “Deputados” na barra lateral de esquerda, depois clique em “Lista dos Deputados” para ter acesso aos e-mails destes representantes estaduais.
. para enviar mensagens à Prefeitura de Porto Alegre, veja esta lista com os endereços do Gabinete do Prefeito e os vários Secretarias Municipais.
. para enviar mensagem aos Vereadores da Câmera Municipal de Porto Alegre, clique em “Vereadores” para ter acesso aos e-mails destes representais municipais.

. Abaixo Assinado.org – Todos tem direito de manifestar sua posição perante a sociedade.

1. CCJ da Câmara aprova criação do Dia Nacional do Evangélico

Rodolfo Torres, 26/08/2009 – 13h44

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (26) a criação do Dia Nacional do Evangélico, a ser comemorado em 30 de novembro de cada ano. A proposta não determina que a data seja feriado. No entanto, essa postura já é adotada pelo Amapá e pelo Distrito Federal.

Aprovada em caráter terminativo (sem a necessidade de ir a plenário), a proposta seguirá para a análise do Senado. De autoria do deputado Cleber Verde (PRB-MA), o Projeto de Lei 3541/08 destaca o substancial crescimento dos evangélicos no país.

“De acordo com pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os evangélicos representam hoje 20,3% da população brasileira. Esse percentual corresponde a mais de 34 milhões de pessoas”, argumenta o parlamentar maranhense.

“Ao contrário do que acontece com os católicos brasileiros, cuja maior parte nasce dentro da religião mas na maioria dos casos não a segue completamente, os evangélicos levam a prática da fé a sério. Para começar, muitos evangélicos são convertidos – ou seja, escolheram aderir a uma religião por conta própria. Por isso, tendem a se tornar militantes da causa, envolvendo-se nos cultos e nas atividades comunitárias desenvolvidas em torno dos templos que freqüentam”, justifica o deputado no projeto.

2. Câmara regulamenta o direito à liberdade religiosa

Gilberto Nascimento, 27/08/2009  00h25

O deputado Eduardo Cunha foi o relator do texto aprovado pelo Plenário.

O Plenário aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 5598/09, do deputado George Hilton (PP-MG), que regulamenta o direito constitucional de livre exercício de crença e cultos religiosos. A matéria segue agora para o Senado. Formulado nos mesmos moldes do Projeto de Decreto Legislativo 1736/09, aprovado na mesma sessão, o PL 5598/09 repete diversos artigos do acordo entre o Brasil e o Vaticano, adaptando-os a todas as religiões.

O texto aprovado é o do substitutivo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que fez mudanças no formato da redação original para retirar o tom de acordo internacional.

Ficam garantidas normas já reconhecidas pela jurisprudência brasileira sobre questões como a inexistência de vínculo empregatício entre religiosos e igrejas. Sacerdotes de todas as religiões poderão ter acesso, observadas as exigências legais, a fiéis internados em estabelecimentos de saúde ou detidos em presídios.

Religião nas ruas
Uma das inovações em relação ao acordo com o Vaticano é a garantia de livre manifestação religiosa em locais públicos, com ou sem acompanhamento musical, desde que não sejam contrariadas a “ordem e a tranqüilidade pública”.

O texto prevê que nenhum edifício de uso religioso poderá ser demolido, ocupado ou penhorado, observada a função social da propriedade.

Capelães
Ao disciplinar a assistência religiosa no âmbito das Forças Armadas, o projeto garante que cada credo constituirá organização própria com a finalidade de dirigir, coordenar e supervisionar essa assistência aos seus fiéis.

Para isso, deverá ser assegurada igualdade de condições, honras e tratamento a todos os credos.

Ensino
Quanto ao ensino religioso, em vez de proibir a discriminação de qualquer credo na aplicação dessa disciplina nas escolas públicas (como aconteceu no caso do acordo com o Vaticano), o projeto proíbe o proselitismo, que é a atividade de catequizar uma pessoa.

Código Penal
O projeto estabelece também que a violação à liberdade de crença e à proteção dos locais de culto e suas liturgias sujeita o infrator a sanções do Código Penal, além da responsabilização civil pelos danos provocados.

Íntegra da proposta:
- PL-5598/2009

Notícias relacionadas:
Deputados aprovam o Estatuto da Igreja Católica

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – João Pitella Junior

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara’)

NOTA: no dia 2 de setembro, recebi a seguinte resposta à minha mensagem sobre este assunto enviado ao Sr. Presidente da República:

Prezada Senhora,
Em resposta a sua mensagem endereçada ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informamos que ela foi encaminhada à Subchefia de Assuntos Parlamentares / Coordenação Política/PR para análise e eventuais providências.
Cordialmente,
Claudio Soares Rocha
Diretoria de Documentação Histórica
Gabinete Pessoal do Presidente da República


Hiroshima e Nagasaki

Agosto 6, 2009 at 6:31 pm | In Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Japão e Cultura Japonês, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized | 1 Comment

Que estas cenas nunca mais se repitam!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hiroshima, 6 de agosto 1945

 

 

 

 

 

 

Nagasaki, antes e depois de 9 de agosto de 1945

 

 

ler artigo de Wipipédia 

em inglês:
Atomic Bomb Museum dot org
Hiroshima Peace Museum
Japan Focus
Hibakusha
Dissent

Vídeo: O Chamado

Julho 2, 2009 at 11:50 pm | In Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Preceitos Budistas, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment

Segue um vídeo muito bonito, com a narração de nossa amiga Liana Utinguassú, nos lembrando da urgência de aprendermos a viver em harmonia com a Natureza e com as diferentes culturas.

No envio do link do vídeo, escreveu:

“Sonhamos juntos, Realizamos JUNTOS.
Este Vídeo foi passado em Palestra no Mês do Meio Ambiente Banrisul/Programa Reciclar (24/06/2009). Agradecemos sempre pela oportunidade e apoio. Buscamos fazer nossa parte no sentido de gerar visibilidade, sensibilizar e unir forças, em RESPEITO a TERRA e seus filhos, SEGUIMOS caminhando.

“O Guerreiro deve fugir dos Jogos de aparências, pois o tempo é demasiado curto para estratégias de FAZ de conta”. (Carlos Aveline).
“Não bsucando desculpas por Não fazer e sim Razões para Fazer”.
“Nós… PERTENCEMOS À TERRA,
A TERRA MÃE..NÃO NOS PERTENCE “

O TEMPO URGE!

Liana Utinguassú
Servidora/Presidente OSCIP Yvy Kuraxo
Escritora: Obra Publicada: O Chamado da Terra
. www.yvykuraxo.org.br
. http://yvykuraxo.ning.com/.

Últimas palavras

Junho 4, 2009 at 6:41 pm | In Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Preceitos Budistas, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | 1 Comment

Numa palestra fantástica sobre “Música e Paixão”, o Regente Benjamin Zender relata uma história que se encaixa de forma maravilhosa nos ensinamentos Budistas sobre a Fala Correta (os Paramitas) e os nossos Preceitos do Bodhisatva sobre a fala.

Eu me pergunto: como seria a minha fala se em cada momento eu me questionasse internamente: “Será que o que estou falando é o que eu gostaria de ter como a última coisa que esta pessoa ouve de mim nesta vida? Será que isto que estou falando ou pensando é o que eu gostaria de ter como as minhas últimas palavras ou pensamentos desta vida?”

Não temos como saber se veremos o nosso ouvinte outra vez nesta vida. Também não temos como saber se ainda estaremos vivos daqui a um segundo. Fingimos que a vida continuará para sempre, que sempre teremos uma outra oportunidade para dizer “eu te amo” ou “eu te perdôo”. Fazemos de conta que sempre teremos tempo para sair das nossas raivas ou daqueles momentos em que nos posicionamos como vítimas. Mas nem sempre é assim. E se hoje fosse o último dia da minha vida – como eu agiria? Como falaria? Como pensaria?

Por mais que a outra pessoa erre, quando vou corrigir a sua ação ou o seu comportamento, será que o seu erro justifica eu atacar o seu caráter, chamando-a de “estúpida”, o rebaixando? O comportamento de uma pessoa não é o mesmo que o seu caráter.

Por mais que eu me ache justificado em ter raiva de alguém e falar mal do outro, será que eu gostaria de ter palavras raivosas como minhas últimas palavras desta vida? Ou palavras de auto-comiseração? Será que eu gostaria de ter fofoca ou conversas frívolas como as minhas últimas palavras?

A história que ele relatou é (retirada da transcrição do vídeo):

“Então, agora eu tenho um último pensamento, que é que realmente faz diferença o que dizemos. As palavras que saem de nossas bocas. Eu aprendi isso de uma mulher que sobreviveu Auschwitz, uma dos raros sobreviventes. Ela foi para Auschwitz quando tinha 15 anos de idade, e seu irmão tinha oito, e os pais estava perdidos. E ela me contou isso, ela disse, “Nós estávamos no trem indo para Auschwitz e eu olhei para baixo e vi que os sapatos do meu irmão estavam faltando. e eu disse, “Porque você é tão estúpido, não pode manter as suas coisas juntas por deus?” — da maneira que uma irmã mais velha pode falar com um irmão mais novo. Infelizmente, isso foi a última coisa que ela disse para para ele porque ela nunca mais viu ele novamente. Ele não sobreviveu. E quando ela saiu de Auschwitz, ela fez uma promessa. Ela me falou isso. Ela disse, “Eu sai de Auschwitz com vida e eu fiz uma promessa. E a promessa era: Eu nunca vou dizer nada que não possa se sustentar como a última coisa que eu diga.” Agora, nós podemos fazer isso? Não – e enganamos a nós mesmos e aos outros. Mas essa é uma possibilidade que podemos viver.”

O vídeo da palestra, que realmente vale a pena assistir, fica no site do TED:
http://www.ted.com/index.php/talks/benjamin_zander_on_music_and_passion.html

Para assistir com legendas em Português:
Clicar em “subtitles” e escolher “portuguese (Brazil)”

Para ler uma transcrição da palestra (disponível em várias línguas):
Na barra lateral, clicar em “interactive transcript” e escolher a língua desejada (como “portuguese (Brazil) ou inglês)”. Clicar em qualquer frase da transcrição leva o internauta àquele trecho do vídeo.

Vídeo: Samsara

Março 13, 2009 at 9:52 am | In Blogroll, Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment

Produzido pelo grupo Douleurs Sans Frontières, este vídeo mostra o samsara – o ciclo repetitivo de sofrimento – como é vivenciado em muitas partes do mundo. Este grupo trabalha para aliviar a dor de pessoas feridas em diferentes regiões de conflito ao redor do mundo.

Unidos, somos fortes; divididos, enfraquecemos (1)

Fevereiro 10, 2009 at 10:58 am | In Blogroll, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | 1 Comment

Como norte-americana, cresci ouvindo muitos dos ditados de figuras famosas da história dos Estados Unidos. Alguns ficaram gravados na minha alma – tais como “Tenho um sonho”, de Martin Luther King e “Não pergunte o que seu país pode fazer para você, mas pergunte o que você pode fazer para o seu país” de John Kennedy.

Recentemente, devido a algumas boas notícias em relação às sangas ocidentais Soto Zen, venho lembrando muito de uma frase patriótica que todo norte-americano carrega gravada no coração: “United we stand, divided we fall!”. Apesar de provavelmente ter a sua origem na Grécia com Aesop (Esopo), esta frase foi adotada como uma inspiração para os norte-americanos em 1768, no início da Revolução Americana, quando se tornou um país independente, e continua ressoando, “viva” até hoje.

Não é fácil traduzir esta frase para o português, pois parece que perde um pouco da magia. O verbo “to stand” aqui nos traz a imagem de pessoas: juntas e em pé vs. separadas e caídas. Assim, podemos traduzir a frase literalmente como “Unidos, nós nos mantemos em pé; divididos, caímos”. Entendemos o significado de: “Unidos, somos fortes; divididos, ficamos fracos”

Em 1967, um monge japonês chamado Taisen Deshimaru foi a Paris e iniciou o seu ensino do Dharma na Europa. Treinou muitos discípulos e foi catalizador da criação de numerosos centros de prática.

Naturalmente, no início, surgiram vários problemas na transmissão da tradição do Japão à Europa, pois as barreiras de língua e as diferenças culturais são imensas. Ainda mais, frequentemente, as diferenças são tão sutis que passam despercebidas até que o “estrago já foi feito”.

Muitos alunos ocidentais tiveram experiências bastante negativas ao treinar em mosteiros japoneses. Naquela época, nem os europeus sabiam como “receber” o treinamento japonês e nem os japoneses tiveram condições de saber lidar com os estrangeiros. Apesar da boa vontade e esforço dos dois lados, simplesmente não dava certo.

Mais ainda, um professor só pode ensinar aquilo que o aluno está disposto e preparado para aprender. A década de 60 foi uma década de muito idealismo e também um período de muitas ideologias anárquicas – contra o “sistema”, contra as hierarquias, as instituições, os rituais – e contra as “regras”. Assim, foi surgindo um conceito do zen como algo libertário – muito individualista e até narcisista, supostamente sem a necessidade de qualquer tipo de organização ou estrutura.

Com traduções de sutras budistas contaminados por crenças “espiritualistas”, sem falar de traduções distorcidas feitas por oponentes do budismo, ainda nem haviam traduções das escritas dos mestres do Zen.

Consequentemente, foram surgindo inúmeros erros de compreensão sobre a prática, sobre o método do treinamento Zen, sobre os ensinamentos – e sobre a instituição Soto Shu japonês.

Depois da morte do Deshimaru Roshi, surgiram divisões entre os grupos, cada um defendendo suas próprias interpretações, métodos e procedimentos – e foram se enfraquecendo.

Com o tempo, veio um amadurecimento do zen europeu e, com isso, muitos dos monges mais velhos passaram a se filiar a Soto Shu. Atualmente a maior parte do zen francês tornou-se oficialmente regularizado com o Soto Shu do Japão e a sede francesa de La Gendronniere tornou-se o centro da Soto Shu na Europa.

Em junho de 2007, foram realizadas cerimônias comemorando os 40 anos do Zen na Europa, com a presençade grandes mestres da Soto Shu.

Este vídeo, em francês, mostra cenas destas cerimônias, bem como entrevistas com líderes do zen francês e, especialmente, grandes mestres japoneses. É com muita alegria que compartilho este vídeo, pois pude ver e ouvir em entrevista, em boa saúde e sem marcas de passagem do tempo, a minha professora de treinamento e Mestre de Combate de Darma, Aoyama Roshi, abadessa do mosteiro feminino de Nagoya, onde treinei durante 4 anos. Quase chorei de emoção. Dupla alegria, porque podemos ver também, meio de passagem, numa das cenas das cerimônias, o meu professor atual, o Saikawa Roshi, Superintendente para a América do Sul.

Nota: Este vídeo foi encontrado no Dailymotion.

Mosteiro Morro da Vargem atingido pelas chuvas

Janeiro 26, 2009 at 5:35 pm | In Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Professor de Darma Zen Budista, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | 3 Comments

mosteiromorrodavargem-imagem-011Com muito atraso, compartilho duas mensagens que recebi do Monge Daiju, do Mosteiro Zen Morro da Vargem (Ibiraçu, ES), que foi atingido pelas chuvas. Convido todos a colaborarem com a reconstrução, enviando doações de cimento e/ou dinheiro.

12 de janeiro:
Aqui passamos por um momento dificil com a tromba d’agua que houve na região, com muitos desabrigados, e do qual nosso templo tambem não escapou. Estamos há dias carregando pedras e retirando a lama e barreira da estrada que em parte foi destruída. São no mínimo dois meses de trabalhos intensos para que as coisas voltem ao normal. Não podemos esmorecer.

14 de janeiro:
Nós continuamos na luta para reconstruir a estrada, um trabalho árduo que requer paciência, persistência e muito esforço. Os recursos são limitados e como você mencionou anteriormente que poderia postar no blog sobre nossas dificuldades visando ajuda… Uma coisa que estamos precisando muito é cimento. Não sei se daria certo, mas se você quiser tentar, aceitamos com muita gratidão.
De toda forma agradecemos pela solidariedade nesse momento catastrófico, tendo a certeza que a as tragédias nos levam a fortalecer a união com todos os seres e a reafirmar os nossos esforços no Dharma.

mosteiromorrodavargem-imagem-030 Mosteiro Zen Morro da Vargem
BR-101, Km 217, Ibiraçu/ES
CEP:29670-000
tel/fax (27) 3257-3030

Video: As Religiões – todas transmitem os mesmos valores

Janeiro 9, 2009 at 8:08 am | In Blogroll, Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment

Reportagem com palavras do Dalai Lama, Pai Francelino, Henry Sobel e Armando Hussein falando dos valores religiosos:

Mesa-redonda Interreligiosa – 108 Horas da Paz

Janeiro 5, 2009 at 12:52 pm | In Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment
Painel Interreligioso - 108 Horas de Paz - CEBB

Painel Interreligioso - 108 Horas de Paz - CEBB

No dia 31 de dezembro, tive o prazer de participar de uma Mesa-redonda Interreligiosa sobre a Saúde, como parte do evento “108 horas pela Paz” no CEBB – Instituto Caminho do Meio.

Os outros participantes foram:
. Lama Padma Samten – Mestre em física quântica, ordenado na linhagem Nyingma do Budismo Tibetano
. Padre Siro – Pároco da Vila Santa Isabel, em Viamão.
. Monge Gabriel – Budismo Tibetano
. Gopala – professor de ioga, representante do Hinduísmo
. Liana Utinguassú – Yvy Kuraxô – Coração da Terra
. Luis Irokê  – religião matriz africana
. Pai Nilsom de Oxum – Ilê do Paizinho e CEDRAB – Congregação em Defesa das Religiões  Afro-Brasileiras)
. Márcia Medeiros – Brahma Kumaris

Qual o Significado de Hossenshiki?

Novembro 27, 2008 at 7:08 am | In Blogroll, Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Preceitos Budistas, Prática Zen Budista, Qual o Significado, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment
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hossenshiki13Um dos momentos mais marcantes do treinamento de um monge da tradição Soto Zen é a Cerimônia de Combate do Darma (Hossenshiki ). Em alguns lugares esta cerimônia é realizada no início de seu período de treinamento como Shuso (líder dos noviços) e, em outros lugares, é realizado no final do mesmo período.

É a grande cerimônia pública do “unsui” (monge-em-treinamento), pois a Cerimônia de Transmissão do Darma – que, futuramente, finalizará o seu treinamento formal – é uma cerimônia fechada, particular entre o aluno e seu professor de transmissão (Honshi). A Cerimônia de Combate do Darma é uma cerimônia enérgica e dramática, que pode exigir meses de preparação. Até hoje, fico emocionada quando me lembro da minha , em 2003, no mosteiro feminino em Nagoya, Japão. Foi muito forte.

Mas o que significa esta cerimônia? Em primeiro lugar, representa o final da fase do treinamento como “noviço” (jôza) e a transição para o período de treinamento como “monge-aprendiz” (zagen). Corresponde aproximadamente à formatura do seminário de um futuro presbítero (padre) católico. Não são todos os monges-noviços que recebem o convite de ser shuso – nem todos passam para a etapa seguinte. Nem todos se formam no seminário… Geralmente, porém, quem passa pela Cerimônia de Combate do Darma, recebe a Transmissão do Darma, cedo ou tarde…

Geralmente, representa um reconhecimento público do aluno ter aprendido os aspectos “técnicos” básicos – cerimonial e procedimentos de nossa tradição – e significa o aval do professor de que o aluno tenha alcançado um certo nível de compreensão do Darma, mesmo que essa talvez não seja uma compreensão “profunda” ainda… Alguns professores, porém, nomeiam o shuso por antiguidade. Assim sendo, pode haver variações de acordo com a linhagem.

Nesta cerimônia, o shuso, após a recitação do Sutra do Grande Coração da Compaixão, faz – em bom e alto som – a recitação de um caso do Shôyôroku. Em seguida, recebe do Professor de Treinamento (Hôdôshi), o “shippei”, que simboliza a “espada que tira e dá a vida”. Depois de uma fala de abertura, no qual o shuso “desafia” os presentes a questiona-lo, inicia-se um “mondo” (perguntas e respostas sobre o Darma), durante o qual os outros noviços testam a compreensão do Darma do shuso. Este questionamento pode ser feito de uma forma “formal” e memorizada, usando “casos” históricos – neste caso, o Combate do Darma acontecerá num nível sutil, “energético”. Outras vezes, este questionamento pode ser feito de uma forma “espontânea”, sem que o shuso saiba, de antemão, o teor das perguntas que terá que responder. Como havia duas americanas em treinamento no meu mosteiro na época do meu próprio Combate do Darma, pude ter uma experiência com o questionamento “formal” decorado, em japonês clássico, e o questionamento espontâneo, na minha língua materna, o inglês. Vejo grande valor nos dois sistemas. Aqui no Ocidente, vi cerimônias de “combate do darma” que mais pareciam simples “bate-papos agradáveis” e espero que possamos manter a tradição do “combate”. Acho importante que a “energia” de “combate do darma” seja mantida, pois acredito que pode ser valiosa no desenvolvimento do monge-em-treinamento.

Terminado os questionamentos, o shuso devolve o “shippei” e faz uma fala final que encerra o Combate propriamente dito. A Cerimônia é finalizada com as declamações de poemas de congratulações por parte dos presentes e – fotos…

shushentrance03

Como parte deste cerimonial, no dia anterior à Cerimônia, há uma Palestra do Darma. O atendente do professor (“jisha”) leva um “sambo” (suporte cerimonial) com uma cópia do “Shôyôroku” (“Livro da Serenidade”) até o professor para que este inicie uma Palestra do Darma. Neste momento, o professor formalmente convida o aluno a dar a palestra no seu lugar e o “sambo” é levado até o Shuso, que fará a palestra. No meu caso, porém, não foi possível eu dar qualquer palestra, pois não falava Japonês suficientemente bem. Assim sendo, a Aoyama Roshi deu esta palestra “no meu lugar”. Guardo, com muito carinho, uma foto mostrando eu, depois de receber o “sambo”, o entregando a Aoyama Roshi. Ela, vendo as minhas anotações (a minha “cola”) em “romaji” (letra ocidental), sorriu – e eu sorri de volta – num momento de carinho e cumplicidade… Agradeço este (entre tantos outros) gesto de compaixão desta grande Roshi, a minha Professora de Treinamento (“Hôdôshi”).

Para este cerimonial (a Palestra de Darma e Hossenshiki), o Shuso veste uma faixa branca na parte superior de seu Kesa (manto de Buda) e na parte interior das mangas de seu “koromo”.

Terminado o seu período como noviço-líder (shuso), ainda é um monge-em-treinamento (“unsui” – nuvem-água) mas já é um “sempai”, um veterano, apto a começar o seu treinamento de liderança, inicialmente orientando os noviços e, futuramente, possivelmente, passando a liderar grupos de prática, sob a supervisão de seu professor.

O seu registro como monge-em-treinamento (“unsui”) na Escola Soto Zen (Soto Shu), que tinha um prazo de validade de 10 anos até então, passa a ser um registro definitivo (ainda como monge-em-treinamento) no final do período de treinamento monástico, e, geralmente, corresponde aproximadamente ao término da fase de shuso.

O “unsui” ainda está no meio do caminho de seu treinamento. É um “sempai”, um veterano, mas ainda usa o Kesa preto de monge-em-treinamento…

. Assistir parte de uma cerimônia de Combate do Darma no Japão (em japonês – mesmo assim dá para entender muita coisa do espírito e energia da cerimônia)

. Assistir ao vídeo da Cerimônia de Hossenshiki de Monge Genshô Chalegre, realizada no dia 17 de outubro de 2008, em Florianópolis:
. Parte 1:

. Assistir ao parte 2

. Ver fotos da minha cerimônia de Hossenshiki, no Mosteiro Feminino em Nagóia, Japão, no ano 2003.

. Ler mais:
- Qual o Significado de Shuso?
- Qual o Significado de Jukai?
- Qual o Significado de Shukke Tokudo?
- Ordenação Monástica
- A Ordem Monástica da Escola Soto Shu
- Retiro Aberto com Saikawa Roshi em Florianópolis

. Este texto em espanhol no site Mas que Palabras

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