O Corretivo
Outubro 31, 2009 at 12:04 pm | In Compaixão Zen Budista, Meditação em Porto Alegre, Professor de Darma Zen Budista, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentO Budismo faz um diagnóstico da nossa “doença” espiritual e receita “remédios”. Enquanto que algumas terapias podem ser agradáveis (uma boa massagem, por exemplo), nem todos os tratamentos “médicos” são confortáveis – alguns tratamentos são extremamente desagradáveis e dolorosos (Alguém afirmaria que passar por uma cirugia seria algo “agradável”?). Tomamos os remédios e aceitamos os tratamentos porque desejamos curar-nos das nossas enfermidades.
Portanto, para avaliar aquilo que vemos num relacionamento de um professor com seus alunos, precisamos observar o resultado no médio e longo prazo, sem julgar um único ou alguns poucos incidentes que possamos eventualmente testamunhar.
Trata-se de uma verdade comum a todas as tradições espirituais. Não são nada infreqüemtes as situações onde um observador (visitante, simpatizante, aluno), ao assistir alguma interação entre um professor e um de seus alunos, reage com “mil opinões” a favor ou contra a atitude do professor ou do aluno.
Às vezes, ao ver o professor agindo com firmeza com um aluno, o observador se assusta, ficando com medo de também ser tratado com a mesma firmeza (ou pior). Outras vezes, na mesma situação, se ofende, julgando que o professor é “agressivo”.
Ou, vendo o professor tratando um aluno com delicadeza, carinho ou alegria, acusa-o de “favoritismo”, “complacência” ou “falta de seriedade”.
Na verdade, geralmente, o observador está simplesmente projetando as suas próprias experiências de vida, interpretações, medos e opinões. Todos nós temos uma tendência de achar que sabemos como os outros “devem” agir, como o outro “deve” ensinar – sempre tendemos a achar que “sabemos melhor”. Tiramos as nossas conclusões rapidamente, na hora – já “vimos tudo”, “já entendemos a situação”. Mas, para poder avaliar corretamente, é necessário considerar não somente um “incidente” isolado, mas todo o contexto e o histórico do relacionamento do professor com aquele aluno, bem como o andamento depois do “incidente” em questão. Mais ainda, é necessário libertar-nos dos nossos próprios condicionamentos, projeções e opinões – abrindo o Olho da Sabedoria para saber enxergar além das aparências e o Coração de Compaixão verdadeira que possa compreender o coração do outro.
Encontrei este texto excelente no blog Christian Rocha. Podemos observar como esta nossa tendência de ficar julgando se expressa num conto Sufi:
Trecho do livro “Sufismo no ocidente”
Um mestre que conhecia o caminho para a sabedoria foi visitado por um grupo de buscadores. Encontraram-no num pátio, cercado de discípulos, em meio ao que parecia ser uma festa.
Alguns buscadores disseram:
– Que ofensivo, esta não é a forma de se comportar, qualquer que seja o pretexto.
Outros disseram:
– Isto nos parece excelente, gostamos desta sessão de ensinamento e desejamos participar dela.
E outros disseram:
– Estamos meio perplexos e queremos saber mais sobre este enigma.
Os demais buscadores comentaram entre si:
– Pode haver alguma sabedoria nisto, mas não sabemos se devemos perguntar ou não.
O mestre afastou todos.
Todas estas pessoas, em conversas ou por escrito, difundiram suas opiniões sobre o ocorrido. Mesmo aqueles que não falaram por experiência direta foram afetados por ele, e suas palavras e obras refletiram sua opinião a respeito.
Algum tempo depois, determinados membros do grupo de buscadores passaram novamente por ali e foram ver o mestre. Parados à sua porta, observaram que, no pátio, ele e seus discípulos estavam agora sentados com decoro, em profunda contemplação.
– Assim está melhor — disseram alguns dos visitantes. — É evidente que alguma coisa aprenderam com os nossos protestos.
– Isto é excelente — falaram outros — porque, na última vez, sem sombra de dúvida ele só nos estava colocando à prova.
– Isto é demasiado sombrio — outros disseram. — Podíamos ter encontrado caras sérias em qualquer lugar.
E houve outras opiniões, faladas e pensadas. O sábio, quando terminou o tempo de reflexão, dispensou todos estes visitantes.
Muito tempo depois, um pequeno número deles voltou para pedir sua interpretação do que haviam experimentado. Apresentaram-se diante da porta e olharam para dentro do pátio. O mestre estava sentado, sozinho, nem em divertimento, nem em meditação. Em parte alguma se via qualquer dos seus anteriores discípulos.
– Agora podem escutar a história completa — disse-lhes. — Pude despedir meus discípulos, já que a tarefa foi realizada. Quando vieram pela primeira vez, a aula tinha estado demasiadamente séria. Eu estava aplicando o corretivo. Na segunda vez em que vieram, haviam estado demasiado alegres. Eu estava aplicando o corretivo. Quando um homem está trabalhando, nem sempre se explica diante de visitantes eventuais, por muito interessado que eles acreditem estar. Quando uma ação está em andamento, o que conta é a correta realização dessa ação. Nestas circunstâncias, a avaliação externa torna-se um assunto secundário.
O rigor da prática Budista
Agosto 21, 2009 at 7:17 pm | In Compaixão Zen Budista, Meditação em Porto Alegre, Professor de Darma Zen Budista, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | 2 CommentsA prática espiritual é rigorosa – em todas as tradições religiosas, inclusive no Budismo. Quem imagina que profunda auto-transformação, o confronto consigo mesmo, possa ser um processo “suave” e “agradável” está bastante iludido. É claro que também encontramos no caminho muitos efeitos positivos de relaxamendo, bem-estar, melhorias nos relacionamentos, até que um dia realizamos o fim do dukkha (sofrimento, insatisfatoriedade). Graças à prática é certo que vivenciamos mudanças grandes e positivas em nossas vidas.
Mesmo assim, o fato é que para nos libertarmos dos nossos condicionamentos, é preciso antes enxergá-los. E para enxergá-los é necessário que eles “apareçam”, o que em geral traz algum tipo de desconforto em nossa prática – conflitos com o professor, conflitos com colegas de Sanga, desconfortos de variados tipos. O “rigor” da prática serve para fazer “aparecer” estes condicionamentos.
Em retiros de Vipassana, é freqüente haver um rigor absoluto de manter silêncio e não se mover durante os períodos de meditação. Monges da tradição Teravada, bem como os monges das tradições Mahayanas não-japonesas, seguem mais de 200 regras de comportamento e os leigos seguem 5, 8 ou 10 regras. Nas tradições japonesas, tanto os leigos quanto os monges seguem os “16 Preceitos do Bodisatva”.
As tradições tibetanas praticam um grande rigor nos debates, que podem ser praticamente “massacrantes”. A tradição da Terra Pura japonesa mostra o mesmo rigor nos debates.
E o Zen? Geralmente, temos bastante rigor na questão da manutenção do silêncio durante os retiros e durante a prática de samu. Geralmente, pede-se rigor de evitar movimentar-se durante o zazen.
Mas talvez o rigor mais surpreendente do Zen seja o rigor nas atividades diárias, na precisão das formas. Diferente de várias das outras tradições, no Zen temos regras sobre com que pé vamos entrar no Zendo e sobre como vamos andar, servir o chá, comer (com Oryoki – conjunto de tigelas) e realizar as várias funções da Prática de Cerimonial (tocar instrumentos, anunciar o próximo sutra, recitar dedicatória, entregar e recolher os livros dos sutras, fazer oferendas, etc). Mil detalhes, detalhes que nos chamam para a Plena Atenção, para o Aqui e Agora.
Mas o que é esta Plena Atenção, este “estar no Aqui e Agora”?
A cultura Ocidental tornou-se muito “informal”. Conseqüentemente, muitos praticantes se rebelam contra o rigor da “forma” no Zen. Mas no fundo o que significa “informal”? Acaba significando “in-forme”, ou seja, “sem forma”, “caótico”. Aqueles praticantes condicionados na “informalidade” se assustam quando tentam praticar as formas do Zen, pois talvez nunca cultivaram tamanho “auto-controle” nas suas atividades. Talvez achem tudo isso “pura chatice”. E quando ouvem um professor falar da importância de fazer as coisas com “naturalidade” e “espontaneidade”, acreditam que o seu jeito de fazer as coisas já é a “naturalidade” e a “espontaneidade” do Zen. Mas esta “informalidade”, na verdade, é um certo desleixo. Ou seja, não entenderam a “espontaneidade Zen”.
Mas também temos muitos “perfeccionistas” em nossa cultura. E como eles sofrem, inicialmente, com a nossa prática! Não entendem o que significa a verdadeira “Plena Atenção”. Confundem o rigor do Zen com a sua atenção aos detalhes, com a pressão e auto-cobrança quase obsessivos do perfecionismo que viveram no passado. Quando estes alunos fazem suas atividades sem estar verdadeiramente no Aqui e Agora, tendem a cair em suas auto-cobranças obsessivas, e sofrem muito. Talvez, querendo escapar do sofrimento, mas sem perceber a verdadeira causa, reclamam que o Zen é exigente demais, afirmando que “não precisava ser tudo tão certinho”… A verdade é que não estão entendendo a prática de olhar para os seus condicionamentos se manifestando e voltar à respiração, como treinam fazer com os pensamentos no Zazen.
Já os professores, às vezes, parecem bastante estranhos, aparentemente se contradizendo, uma hora pedindo “naturalidade e espontaneidade” e logo em seguida pedindo “precisão”, corrigindo vários detalhes. Pedem que façam as coisas “corretamente” e logo em seguida falam coisas como “Não tenha medo de errar! Se vai errar, por favor, erre com tudo!”.
Estão vendo os seus alunos indo de um extremo ao outro: tentando “não errar”, caem no perfecionismo; tentando agir “naturalmente”, caem no “desleixo”. Dualidade pura.
Falando paradoxalmente, aparentemente se contradizendo, os professores estão convidando os alunos a descobrirem a Plena Atenção, uma terceira postura na vida que permite uma precisão e atenção a detalhes que é natural e espontânea – algo bem diferente dos dois extremos do desleixo informal e do perfecionismo obsessivo da mente condicionada. Estão convidando os alunos a virem para o Aqui e Agora, plenamente conscientes de si mesmos, dos outros, do ambiente, das circunstâncias e de suas ações. Estão convidando-os a descobrir o “Zen na Ação”, a levar para as atividades diárias aquele mesmo estado de paz e tranqüilidade que é vivenciado no Zazen. Estão convidando-os a libertarem-se dos seus condicionamentos, manifestando a “mente iluminada”.
Este é o método do Zen.
Aqui reproduzo as reflexões do Monge Gensho, no blog O Pico da Montanha, depois de assistir o filme “Zen, a Vida de Mestre Dogen”:
“Nossos esforços de meditação imitam pobremente os de Dogen e dos monges que iniciaram a prática Soto Zen no Japão. No início do século XIII eles eram extremamente pobres, e às vezes, em lugar de arroz, só tinham água fervida para substituir refeições. [...]
A biografia do mestre é emocionante mas densa de tal modo que não passará em circuitos comerciais. Os diálogos diretamente tirados dos textos clássicos exigem comentários posteriores para serem melhor apreciados.
Ao vermos o budismo integral de Mestre Dogen, praticando como ele até morrermos sentados em zazen, compreendemos o significado da degenerescência do Dharma, como de todas as coisas que os homens fazem, sempre tentando ficar com o que é confortável em lugar de praticar verdadeiramente.”
Quanta verdade, Monge Gensho!
Hiroshima e Nagasaki
Agosto 6, 2009 at 6:31 pm | In Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Japão e Cultura Japonês, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized | 1 Comment
Que estas cenas nunca mais se repitam!

Hiroshima, 6 de agosto 1945
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Nagasaki, antes e depois de 9 de agosto de 1945
ler artigo de Wipipédia
em inglês:
Atomic Bomb Museum dot org
Hiroshima Peace Museum
Japan Focus
Hibakusha
Dissent
Vídeo: O Chamado
Julho 2, 2009 at 11:50 pm | In Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Preceitos Budistas, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentSegue um vídeo muito bonito, com a narração de nossa amiga Liana Utinguassú, nos lembrando da urgência de aprendermos a viver em harmonia com a Natureza e com as diferentes culturas.
No envio do link do vídeo, escreveu:
“Sonhamos juntos, Realizamos JUNTOS.
Este Vídeo foi passado em Palestra no Mês do Meio Ambiente Banrisul/Programa Reciclar (24/06/2009). Agradecemos sempre pela oportunidade e apoio. Buscamos fazer nossa parte no sentido de gerar visibilidade, sensibilizar e unir forças, em RESPEITO a TERRA e seus filhos, SEGUIMOS caminhando.
“O Guerreiro deve fugir dos Jogos de aparências, pois o tempo é demasiado curto para estratégias de FAZ de conta”. (Carlos Aveline).
“Não bsucando desculpas por Não fazer e sim Razões para Fazer”.
“Nós… PERTENCEMOS À TERRA,
A TERRA MÃE..NÃO NOS PERTENCE “
O TEMPO URGE!
Liana Utinguassú
Servidora/Presidente OSCIP Yvy Kuraxo
Escritora: Obra Publicada: O Chamado da Terra
. www.yvykuraxo.org.br
. http://yvykuraxo.ning.com/.
Vídeo: A Partida
Junho 20, 2009 at 1:06 am | In Compaixão Zen Budista, Cultura Japonesa, Japão e Cultura Japonês, Meditação em Porto Alegre, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a Comment
A entrega do Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano trouxe uma surpresa. O filme japonês A Partida (Departures /Okuribito) levou a tão desejada estatueta no lugar de outros filmes mais incensados pela crítica. Mas afinal de contas, o que “A Partida” tem que o torna tão especial? Trata-se da história de um homem na faixa dos 20 anos, casado, que toca violoncelo numa orquestra em Tóquio, e esta é dissolvida pelo patrocinador. Ele volta à sua cidade natal com a sua mulher e consegue um emprego no qual ganha muito bem. O que o desagrada é o novo trabalho em si: arrumar defuntos para serem cremados, numa cerimônia em que a família da pessoa morta está presente. À medida em que ele persiste no emprego, começa a perceber a importância do que faz e a dignidade de honrar os mortos em sua despedida.
A morte faz parte da vida, mas muitas vezes a negamos, talvez pelo medo, talvez por estarmos ocupados demais tentando sobreviver. Quando entendemos a morte como a outra face da vida, esta toma um novo sentido. Podemos efetivamente viver – e não somente sobreviver. Geralmente a morte, principalmente de pessoas queridas, nos sacode de nossa zona de conforto, de uma forma mais ou menos intensa, provocando questionamentos sobre a vida, principalmente sobre aquelas questões que adiamos a resolução. A morte nos lembra que tudo passa, que nada é para sempre, e dá uma noção real de que o tempo anda, e não espera.
É preciso saber dizer adeus a quem nos deixa, mesmo sabendo que o que está presente naquele instante é um corpo sem vida. Isso realça a dignidade da vida, não só daquele que morreu, mas de quem ainda vive.
Dizer que a morte faz parte da vida nos faz pensar só no final, mas é muito mais presente do que isso: a cada situação em que precisamos terminar algo para começar uma nova etapa da vida, a morte está ali.
Pode parecer absurdo o que eu vou dizer, mas integre a morte em sua vida para que você possa viver mais plenamente. Busque soluções para aqueles problemas que vem adiando, como se o tempo não passasse. Perceba o que já terminou em sua vida, e você não reconhece. Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina. Podem ser situações de trabalho, de relacionamento, de hábitos. Viver tendo presente a perspectiva de que morreremos não deveria trazer medo, mas acentuar a responsabilidade que temos de fazer com que a nossa vida tenha o rumo que planejamos para ela. Assim, podemos ser dignos de um dia morrer conscientes de que buscamos (mas nem sempre conseguimos) realizar aquilo que é necessário da melhor forma possível. (Personare)
encontrado no blog: Esteja Aqui e Agora
Nota: este filme foi lançado pela Paris Filmes. Aguardamos o lançamento em DVD.
Últimas palavras
Junho 4, 2009 at 6:41 pm | In Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Preceitos Budistas, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | 1 CommentNuma palestra fantástica sobre “Música e Paixão”, o Regente Benjamin Zender relata uma história que se encaixa de forma maravilhosa nos ensinamentos Budistas sobre a Fala Correta (os Paramitas) e os nossos Preceitos do Bodhisatva sobre a fala.
Eu me pergunto: como seria a minha fala se em cada momento eu me questionasse internamente: “Será que o que estou falando é o que eu gostaria de ter como a última coisa que esta pessoa ouve de mim nesta vida? Será que isto que estou falando ou pensando é o que eu gostaria de ter como as minhas últimas palavras ou pensamentos desta vida?”
Não temos como saber se veremos o nosso ouvinte outra vez nesta vida. Também não temos como saber se ainda estaremos vivos daqui a um segundo. Fingimos que a vida continuará para sempre, que sempre teremos uma outra oportunidade para dizer “eu te amo” ou “eu te perdôo”. Fazemos de conta que sempre teremos tempo para sair das nossas raivas ou daqueles momentos em que nos posicionamos como vítimas. Mas nem sempre é assim. E se hoje fosse o último dia da minha vida – como eu agiria? Como falaria? Como pensaria?
Por mais que a outra pessoa erre, quando vou corrigir a sua ação ou o seu comportamento, será que o seu erro justifica eu atacar o seu caráter, chamando-a de “estúpida”, o rebaixando? O comportamento de uma pessoa não é o mesmo que o seu caráter.
Por mais que eu me ache justificado em ter raiva de alguém e falar mal do outro, será que eu gostaria de ter palavras raivosas como minhas últimas palavras desta vida? Ou palavras de auto-comiseração? Será que eu gostaria de ter fofoca ou conversas frívolas como as minhas últimas palavras?
A história que ele relatou é (retirada da transcrição do vídeo):
“Então, agora eu tenho um último pensamento, que é que realmente faz diferença o que dizemos. As palavras que saem de nossas bocas. Eu aprendi isso de uma mulher que sobreviveu Auschwitz, uma dos raros sobreviventes. Ela foi para Auschwitz quando tinha 15 anos de idade, e seu irmão tinha oito, e os pais estava perdidos. E ela me contou isso, ela disse, “Nós estávamos no trem indo para Auschwitz e eu olhei para baixo e vi que os sapatos do meu irmão estavam faltando. e eu disse, “Porque você é tão estúpido, não pode manter as suas coisas juntas por deus?” — da maneira que uma irmã mais velha pode falar com um irmão mais novo. Infelizmente, isso foi a última coisa que ela disse para para ele porque ela nunca mais viu ele novamente. Ele não sobreviveu. E quando ela saiu de Auschwitz, ela fez uma promessa. Ela me falou isso. Ela disse, “Eu sai de Auschwitz com vida e eu fiz uma promessa. E a promessa era: Eu nunca vou dizer nada que não possa se sustentar como a última coisa que eu diga.” Agora, nós podemos fazer isso? Não – e enganamos a nós mesmos e aos outros. Mas essa é uma possibilidade que podemos viver.”
O vídeo da palestra, que realmente vale a pena assistir, fica no site do TED:
http://www.ted.com/index.php/talks/benjamin_zander_on_music_and_passion.html
Para assistir com legendas em Português:
Clicar em “subtitles” e escolher “portuguese (Brazil)”
Para ler uma transcrição da palestra (disponível em várias línguas):
Na barra lateral, clicar em “interactive transcript” e escolher a língua desejada (como “portuguese (Brazil) ou inglês)”. Clicar em qualquer frase da transcrição leva o internauta àquele trecho do vídeo.
Vídeo: Sonho do Último Dia
Maio 21, 2009 at 6:09 pm | In Compaixão Zen Budista, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentNeste vídeo de grande sensibilidade, “Last Day Dream” (Sonho do Último Dia), um homem revê sua vida em 42 segundos. E você, como seria o seu filme de 42 segundos da sua vida?
Vídeo: Samsara
Março 13, 2009 at 9:52 am | In Blogroll, Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentProduzido pelo grupo Douleurs Sans Frontières, este vídeo mostra o samsara – o ciclo repetitivo de sofrimento – como é vivenciado em muitas partes do mundo. Este grupo trabalha para aliviar a dor de pessoas feridas em diferentes regiões de conflito ao redor do mundo.
Mosteiro Morro da Vargem atingido pelas chuvas
Janeiro 26, 2009 at 5:35 pm | In Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Professor de Darma Zen Budista, Prática Zen Budista, Zen Budismo em Porto Alegre | 3 Comments
Com muito atraso, compartilho duas mensagens que recebi do Monge Daiju, do Mosteiro Zen Morro da Vargem (Ibiraçu, ES), que foi atingido pelas chuvas. Convido todos a colaborarem com a reconstrução, enviando doações de cimento e/ou dinheiro.
12 de janeiro:
Aqui passamos por um momento dificil com a tromba d’agua que houve na região, com muitos desabrigados, e do qual nosso templo tambem não escapou. Estamos há dias carregando pedras e retirando a lama e barreira da estrada que em parte foi destruída. São no mínimo dois meses de trabalhos intensos para que as coisas voltem ao normal. Não podemos esmorecer.
14 de janeiro:
Nós continuamos na luta para reconstruir a estrada, um trabalho árduo que requer paciência, persistência e muito esforço. Os recursos são limitados e como você mencionou anteriormente que poderia postar no blog sobre nossas dificuldades visando ajuda… Uma coisa que estamos precisando muito é cimento. Não sei se daria certo, mas se você quiser tentar, aceitamos com muita gratidão.
De toda forma agradecemos pela solidariedade nesse momento catastrófico, tendo a certeza que a as tragédias nos levam a fortalecer a união com todos os seres e a reafirmar os nossos esforços no Dharma.
Mosteiro Zen Morro da Vargem
BR-101, Km 217, Ibiraçu/ES
CEP:29670-000
tel/fax (27) 3257-3030
Video: As Religiões – todas transmitem os mesmos valores
Janeiro 9, 2009 at 8:08 am | In Blogroll, Compaixão Zen Budista, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Vídeo, Zen Budismo em Porto Alegre | Leave a CommentReportagem com palavras do Dalai Lama, Pai Francelino, Henry Sobel e Armando Hussein falando dos valores religiosos:
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