Seleção de Voluntários para Pesquisa sobre Efeitos da Prática Intensiva de Meditação na Atividade Cerebral
Julho 2, 2008 at 1:53 pm | In Blogroll, Uncategorized | 1 CommentEstamos selecionando voluntários para pesquisa com o objetivo de verificar se a prática de plena atenção, na forma de treinamento intensivo de meditação conhecido por Sesshin, poderia provocar modificações da atividade do cérebro de maneira significativa, além de alterações no seu estado emocional. Para tanto, precisamos de pessoas com cinco perfis diferentes:
1) Pessoas diagnosticadas com câncer que não realizam prática meditativa, ou que a realizam esporadicamente, ou seja, menos de uma vez por semana. Não poderão estar em tratamento quimioterápico ou sob medicação que afete o comportamento ou a cognição e precisam estar em estado controlado e estável da doença para poder ficar fora de São Paulo por cerca de 1 semana sem acompanhamento médico em julho.
2) Pessoas diagnosticadas com câncer que não realizam prática meditativa, ou que a realizam esporadicamente, ou seja, menos de uma vez por semana. Não poderão estar em tratamento quimioterápico ou sob medicação que afete o comportamento ou a cognição e precisam estar em estado controlado e estável da doença, mas não tem disponibilidade para poder ficar fora de São Paulo por cerca de 1 semana em julho.
3) Pessoas “saudáveis” que não realizam prática meditativa, ou que a realizam esporadicamente, ou seja, menos de uma vez por semana, e têm disponibilidade para ficar 1 semana fora de São Paulo em julho.
4) Pessoas “saudáveis” que não realizam prática meditativa, ou que a realizam esporadicamente, ou seja, menos de uma vez por semana, e não têm disponibilidade para ficar 1 semana fora de São Paulo em julho.
5) Pessoas “saudáveis” que são meditadores regulares, ou seja, que praticam meditação ao menos 3 vezes por semana, há pelo menos 3 anos, e têm disponibilidade para ficar 1 semana fora de São Paulo em julho.
Como voluntário deste projeto, você irá participar de um estudo que envolve imagens de seu cérebro por Ressonância Magnética funcional (RMf) além de responder a questionários sobre seu estado emocional, antes e após o treinamento.
Você irá para uma localidade, a cerca de 40 minutos de São Paulo, onde ficará hospedado, em um lugar tranqüilo, cercado pela natureza, para realizar o treinamento intensivo em meditação. Os sujeitos do grupo que não irá para o retiro serão instruídos posteriormente quanto à técnica de meditação praticada pelos demais grupos. Os custos de transporte do ponto de encontro para ida ao retiro, de retorno ao hospital para avaliação no último dia e estadia estão cobertos por este estudo.
O tempo gasto pelos participantes neste treinamento intensivo é voluntário, e terá a duração de cinco dias, com chegada ao local, na tarde anterior e a saída no dia seguinte ao término do procedimento. Estão excluídas desta pesquisa pessoas claustrofóbicas, com implantes ou próteses metálicas, dentre outras condições, devido ao exame de Ressonância Magnética.
As pessoas interessadas precisam disponibilizar os seguintes períodos integralmente, com o mínimo de contato com ambiente externo, no mês de Julho: chegada dia 25 à tarde e saída dia 31 durante o dia, ou chegada dia 26 à tarde e saída dia 01 de agosto durante o dia. As avaliações finais ocorrerão no dia da saída do retiro. Será ainda necessário agendar exames e avaliações anteriores a este período com Marta, no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, nos telefones 3747-0354 (direto) ou 3747-1366 (recados), de preferência até o dia 11 de julho. Havendo vagas, poderão ser agendadas avaliações até o dia 18 de julho. São apenas 10 vagas por grupo!
Início de Atividades - Sanga Aikikai
Junho 2, 2008 at 12:18 pm | In Budismo em Porto Alegre, Cultura de Paz, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Zen e Artes Marciais | No CommentsO Sensei Christian Sant’Anna – 4o dan de Aikido, em nome da Associação RS Aikikai, tem a honra de confirmar a realização de atividades regulares sob a orientação da Monja Isshin Havens, da tradição Soto Zen Budista.
Os encontros ocorrerão nas dependências do dojô Porto Alegre Aikikai – Av. Cristóvão Colombo, 378 – Floresta, e iniciam no próximo dia 3 de junho, terça-feira, e seguem a seguinte proposta de realização:
Terças – das 19h às 20h – Zazen (30′), Bate-papo e Chá (30′);
Quintas – das 20h às 21h30 – Zazen (30′), Palestra sobre Espiritualidade (30′), Perguntas e Respostas (30′)
Todos os praticantes de Aikido e a comunidade podem participar das práticas, sem distinção de credo religioso. A proposta que a Monja Isshin apresenta é o estudo da espiritualidade em geral com palestras, e conversa para esclarecimento de questões sobre o tema. Ela também deve começar práticas para o desenvolvimento e a ampliação da convivência e do sentimento de grupo e comunidade dos integrantes da Associação.
A Monja Isshin Havens reside em Porto Alegre desde dezembro de 2006, e orienta as práticas da Sanga Soto Zen Budista Águas da Compaixão, com a organização de atividades regulares de Zazen – meditação Zen Budista, Cerimonial, aulas de Costura Budista, Baika – Música Zen Budista , Retiros de Estudo e Treinamento, e Curso de Preceitos Budistas.
A Monja Isshin Havens gentilmente acompanha as atividades da Associação desde o Seminário de Natal de Aikido, em 2007, quando realizou palestra do Darma a convite dos Senseis Severino Sales – 6o dan, e Christian Sant’Anna – 4o dan, de Aikido. Na inauguração do novo espaço de prática da Associação RS Aikikai, a Monja Isshin oficiou Cerimônia de Purificação e Bençãos do local, com a participação dos integrantes do grupo.”
do site RS Aikikai
ver como chegar
I Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais Indiana e Tibetana e de Práticas Contemplativas
Maio 26, 2008 at 11:41 pm | In Uncategorized | No CommentsTags: medicina indiana, medicina tibetana, simpósio
I Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais Indiana e Tibetana e de Práticas Contemplativas - São Paulo
5 e 6 de setembro de 2008
ORGANIZAÇÃO
Pró-Reitoria de Graduação da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo
Associação Palas Athena
TEMAS
1) Da tradição à evidência científica: Medicinas Tradicionais Indiana e Tibetana
2) Tratamento de doenças crônicas e outras condições nas Medicinas Tradicionais Indiana e Tibetana.
3) Práticas contemplativas para a saúde mental e física.
Lidando com as emoções destrutivas: o papel do treinamento em compaixão.
Convidados internacionais já confirmados:
Bangalore Nanjundaiah Gangadhar: Chefe do Departamento de Psiquiatria do National Institute of Mental Health and Neurosciences (Índia)
Shirley Anne Telles: Principal Investigator, Indian Council of Medical Research Center for Advanced Research in Yoga and Neurophysiology-Swami Vivekananda Yoga University (Índia)
Pema Dorjee: médico da tradição tibetana e Conselheiro Técnico do Research and Development, Department - Tibetan Medical and Astrological Institute (Índia)
Convidados nacionais já confirmados:
Prof. Dr. Luiz Eugênio A. M. Mello: Médico graduado pela Unifesp em 1982 com Doutorado em Biologia Molecular pela mesma Instituição em 1988. Pós-doutorado em neurofisiologia pela UCLA em 1991, Livre-Docente pela Unifesp em 1995 e Professor Titular de Fisiologia da Unifesp em 1997. Atua nas áreas de mecanismos básicos de acupuntura, plasticidade neural, medicina regenerativa, sono e epilepsia.
Prof Dr. Ysao Yamamura (a confirmar)
Profa Dra. Eliana Rodrigues: Bióloga e mestre em Geografia pela Universidade de São Paulo e doutora em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo. Atualmente é Prof. Adjunto da UNIFESP e chefe do Centro de Estudos Etnofarmacológicos na mesma instituição.
Profa Dra. Anaflávia O. Freire
Prof. Marcos Rojo Rodrigues: professor de educação física formado pela USP, em 1975, diplomado em Yoga pela escola de Kaivalyadhama em 1980 e mestre pelo Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USPem 2007. Coordenador do curso de Pós-Graduação (Lato-Senso) em Yoga da UniFMU desde 1998, professor de Yoga do Centro Esportivo da USP (CEPEUSP) e da Associação Palas Athena.
Profa. Lia Diskin: Jornalista, realizou estudos sobre Upanixades na Vedanta Society em Uttar Pradesh, Índia e especializou-se nos filósofos Nagarjuna e Kamala Shila no Centre for Tibetan Studies da Library of Tibetan Works and Archives em Dharamsala, Índia. É co-fundadora da Associação Palas Athena e recebeu da UNESCO o Diploma de Reconhecimento por suas atividades na área da Cultura de Paz.
Profa. Dra. Elisa H. Kozasa: Bióloga formada pelo Instituto de Biociências da USP. Mestra e Doutora pelo depto. de Psicobiologia da UNIFESP, pesquisadora da Unidade de Medicina Comportamental do depto. de Psicobiologia da UNIFESP. Professora Titular do Depto. de Saúde da Universidade Nove de Julho. Research Fellow do Mind and Life Summer Research Institute 2004/2005.
Dr Paulo Tarso Lima: Medico Coordenador do Setor de medicina Integrativa e Complementar do Programa Integrado de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein Fellow do Programa de Medicina Integrativa da Universidade do Arizona.
HAVERÁ TRADUÇÃO SIMULTANEA
mais informações
Milho de Pipoca
Maio 20, 2008 at 10:05 pm | In Blogroll, Budismo em Porto Alegre, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized | No CommentsTags: Rubem Alves
Recebi o seguinte texto fantástico pelo e-mail. É uma adaptação de um texto mais longo do escritor maravilhoso, Rubem Alves.
“ ‘Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.’
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! e ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.”
Assim é a nossa prática, cheia de altos e baixos.
Temos fases em que a prática parece leve, suave, maravilhosa, relaxante - sempre um novo “insight”, sentar em Zazen é um prazer delicioso, gratificante.
Depois temos fases em que a nossa prática parece seca, estacionada. Temos a impressão que alguma coisa foi paralisada. Chegamos a nos questionar de porque continuamos. Temos a sensação de estar atravessando um deserto, um vazio, sem nada. Ficamos sem vontade de ir ao zendo, e de conversar com o Professor de Darma.
Em outras fases a prática parece que está indo para trás. Sentar em zazen parece um castigo: o corpo doi, a mente está revoltada. Podemos estar sentindo raiva do Professor, dos colegas, de nós mesmos por estarmos continuando “nesta idiotice”. Ficamos revoltados, até sem vontade de ir ao zendo. Neste caso já estamos em plena rebelião - não queremos mais meditar ou conversar com o Professor de Darma. Queremos brigar com ele (ou ela) - talvez até comecemos a odia-lo, a querer estar bem longe - em outro lugar, outra prática, em qualquer outra atividade. Temos vontade de nos livrar do Professor, dos colegas, destas pessoas tão incômodas. Sentimos que quanto mais praticamos, pior vamos ficando! Nossa confiança no Zen fica abalada. Acreditamos que o Professor não nos entende ou, pior ainda, que é um louco, um ser de gênio insuportável! Não compreendemos o Método de Treinamento Zen, que é um método muito sutil… É possível que os nossos amigos não nos entendam, ou então, que eles mesmos estejam nos chamando para outro caminho, talvez para um caminho falso, mas sedutor… Nosso sofrimento é grande, pois fogo é com certeza muito quente. Parece que está tudo errado: estamos no inferno.
É neste momento que somos como o milho da pipoca sobre o fogo…
Quantos de nós tem a coragem, a confiança no Darma e no Professor, a auto-confiança e a pura determinação para nos manter firmes na prática nesta hora, um momento tão vital na nossa caminhada?
Nestes momentos, em que o fogo está queimando, a pressão interna - e, muitas vezes, a externa também - pode parecer insuportável. Mas são estes os momentos em que estamos quase prontos para romper mais uma camada do nosso Ego condicionado, e nos libertar mais um pouco de nossa armadura. Se nestas horas recuamos, nos afastamos da prática (mesmo temporariamente), ou mandamos o professor embora, se escolhemos outra tradição - se fugimos do nosso desconforto - desperdiçamos a oportunidade de dar um salto quântico em nossa prática. Jogamos fora a chance de manifestar um aspecto da nossa Natureza Buda, e de aprofundar, verdadeiramente, a nossa compreensão do Darma.
Ficamos na superfície. Perdemos o Caminho, e a tradição nos diz que podemos demorar inúmeras vidas para recuperá-lo. Mesmo se continuamos como praticantes leigos, ou até como monges, de forma muito sutil, perdemos o Caminho. Que triste.
Apegados às nossas cascas, recusamos perder nossas opiniões, gostos pessoais, apegos, e voltamos à falsa segurança e conforto do nosso mundo de sempre, da mente comum, do Ego Condicionado.
Algum dia - talvez daqui a muitos “kalpas” - teremos que enfrentar o fogo novamente, porque não existe meio de fazer o milho se transformar em pipoca sem passar pelo fogo…
Que possamos ter coragem para passar pelo fogo agora, sem fugir, até que rache nossa armadura, e a Natureza Buda possa se manifestar plenamente em nós.
texto original de Rubem Alves
Cerimônia de Benção do novo Dojo RS Aikikai
Maio 16, 2008 at 4:11 pm | In Blogroll, Budismo em Porto Alegre, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Zen e Artes Marciais | No CommentsTags: Aikido, Sensei Cristian, Sensei Severino
Sábado, dia 10 de maio, foi realizada a Cerimônia de Benção e festa de inauguração do novo dojo da Associação RS Aikikai, que é localizado na Av. Cristovão Colombo, n. 378.
Foto: Debate Público sobre a Questão Tibetana
Maio 15, 2008 at 6:30 pm | In Blogroll, Budismo em Porto Alegre, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized | No CommentsTags: debate, Dep. Fernando Gabeira, foto, Prof. F. Marcondes Velloso, Rev. Genshô, Rev. Isshin, Rev. Joaquim Monteiro, Rio, Tam Huyen Van, Ver. Aspásia Camargo
Da esquerda para à direita sentados: Rev Joaquim Monteiro, Prof. Tam Huyen Van, Dep. Fed. Fernando Gabeira, Ver. Aspásia Camargo, Rev. Genshô, Rev. Isshin. O Prof. F. Marcondes Vellso, na extrema direita, está oculto nesta foto. O local é o plenário da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. O evento foi realizado no dia 12 de maio.
Leia a Carta Aberta do Colegiado Buddhista Brasileiro ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil
Sobre o Debate Público em Prol do Tibet - RJ
Maio 14, 2008 at 10:08 pm | In Blogroll, Budismo em Porto Alegre, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista | No CommentsTags: Aspásia Camargo, China, debate, Fernando Gabeira, tibet
Reproduzo a primeira parte do texto do Tam Huyen Van (Prof. Claudio Miklos)
Prezados Amigos,
Ocorreu nesta segunda, às 10 horas, no Plenário da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, o já divulgado Debate Público sobre a questão Tibetana. Gostaria de apresentar minhas impressões sobre o evento, após um pequeno período para reflexão e contemplação dos acontecimentos ocorridos.
Inicialmente, penso que seria importante valorizar e reiterar a importância do evento que, por si só, contribui grandemente para a consolidação da posição buddhista brasileira frente às questões de direitos humanos e valores éticos sociais, e fomenta - principalmente - a divulgação das propostas humanistas do Buddhismo. O empenho demonstrado pela Vereadora Aspásia Camargo e o Deputado Fernando Gabeira foram, a meu ver, uma clara demonstração de que, apesar dos aspectos profundamente reprováveis associados à instituição política no Brasil e no mundo, não é sábio imputar a falta de respeito aos valores sociais a todos os membros da classe política indiscriminadamente; existem muitas personalidades políticas cientes de sua responsabilidade na defesa do exercício da ética e da reflexão saudável sobre os graves problemas que afligem a humanidade - seja no Brasil ou no outro lado do mundo.
Lamento, contudo, a pouca participação de buddhistas praticantes e simpatizantes. Embora compreenda plenamente que o dia e horário não contribuíram para facilitar a presença de grande público, o fato de que o evento ocorreu apenas no Rio de Janeiro, e sempre considerando o aspecto não-doutrinário e não-coercitivo que fundamenta o exercício do Dharma (sem falar no fato inegável de que, no Brasil, o número de buddhistas realmente praticantes é extremamente pequeno - há um número muito maior de pessoas simpáticas ao buddhismo, mas sem nenhuma real identificação com a prática do Caminho em sua profundidade), ainda assim gostaria de chamar a atenção de todos para a natureza de nossas opções de ação e mobilização em relação ao buddhismo e assuntos buddhistas. É preciso refletir melhor sobre quais ações podem ser realmente úteis e válidas, e quais ações seriam apenas fruto de um entusiasmo puramente romântico ou artificial em relação aos conceitos de esforço correto e ação correta. Espero que, no futuro, eventos semelhantes possam contar com a presença mais efetiva de pessoas interessadas em valorizar o desenvolvimento das propostas de consciencia e correto discernimento características do exercício ético buddhista na vida.
O caráter simples e despojado do evento, e o seu peso conceitual e reflexivo, foram cruciais para que uma porta fosse aberta no âmbito das ações buddhistas brasileiras. A participação do monge Gensho (em seu grande discurso final, onde penso que foi dada uma resposta adequada e firme às atitudes lamentáveis do Consul Geral da China) e da monja Isshin (suas palavras gentis e admiráveis, e sua respeitável atitude de respeito humano e fraternidade ao representante chinês no evento), as afirmações contundentes e fortes do Reverendo Shaku Shoshin em defesa do povo tibetano, as ponderações compassivas e coerentes da Dra. Cerys e do Professor Flávio Marcondes, contribuíram a meu ver para apresentar à opinião pública e à classe política do Rio de Janeiro a força reflexiva e determinação compassiva do buddhismo.
ler o texto completo
ler a Carta Aberta do Colegiado Buddhista Brasileiro ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil
Relatório: Debate Público sobre a Questão Tibetana
Maio 14, 2008 at 12:13 am | In Budismo em Porto Alegre, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized | No CommentsTags: Aspásia Camargo, cônsul, China, Colegiado Budista Brasileiro, Fernando Gabeira, Tibete
Reproduzo aqui relatório do Monge Prof. Monteiro em relação ao Debate Público sobre a Questão Tibetana, do dia 12 de maio de 2008, que foi enviado ao Grupo Budismo Crítico:
“Foi realizado ontem na camara dos vereadores do Rio de Janeiro o
debate público sobre a questão tibetana. Esse debate fou a meu ver um
marco decisivo na participação dos brasileiros na luta pela libertação
do povo tibetano na medida em que significou um reconhecimento desta
causa pelo espaço público das instituições de nosso país e avançou uma
série de propostas a meu ver muito significativas.
A vereadora Aspásia Camargo exerceu a presidência da reunião que contou também com a significativa participação do parlamentar Fernando Gabeira que em sua dissertação estabeleceu uma clara e convincente conexão entre a
política da república popular da China e os acontecimentos recentes no
Tibet e na Birmânia.
Da parte do Colegiado Budhista Brasileiro estavam presentes a Monja Isshin, o Monge Genshô, o Professor Cláudio Miklos e eu. A reunião contom ainda com a importante presença da Dra. Cerys Tramontini, especialista na área dos direitos humanos e pesquisadora da questão tibetana e do Professor Flávio Marcondes Velloso, especialista na relação entre a questão tibetana e o direito internacional. Todos esses participantes desenvolveram considerações extremamente importantes em relação à questão tibetana.
Contamos com a presença dos jornalistas da agència Shinwa da China que filmaram todo o evento e do Cônsul geral da China Sr. Li Baojun. Em um determinado momento, a Monja Isshin Havens em um gesto de extrema maturidade política cedeu seu lugar para permitir a participação do Cônsul da China.
A postura desse último foi realmente impressionante: além de consumir uma parte considerável do tempo da reunião conferindo em seu laptop dados que já deviam estar presentes em seu julgamento político desenvolveu um discurso monológico e autoritário em que justificava o genocídio do povo tibetano através de grotescas distorsões do relato histórico. Recusando-se em qualquer momento ao debate democrático e eximindo-se exemplarmente de exercer o dever de convencer seus adversários através do diálogo chegou ao extremo de atribuir os episódios recentes a uma conspiração orquestrada pelo Dalai Lama com o apoio da imprensa ocidental.
Em função de um discernimento político para mim incompreensível chegou mesmo a distribuir material de propaganda publicado pelo Consulado, material esse que serviria de prova em qualquer processo jurídico internacional contra a República popular da China.
A meu ver, o representante diplomático de um país que se recusa ao diálogo, considera como errôneos os pontos de vista adversos sem tentar refuta-los pela apresentação de claras evidências e que apresenta material suspeito com uma visão indefensável da história já se demitiu de suas funções.
Como cidadão brasileiro sinto-me envergonhado de pertencer a um estado que não se dá ao trabalho de desenvolver uma perspectiva fundamentada sobre as questões internacionais e que se ajoelha diante da demagogia do governo de Beijing. Acho estranho um estado completamente indiferente à justificação do genocídio através de uma deformação grotesca da história.
Sem mais-Gashô.
Joaquim Monteiro.”
ler a Carta Aberta do Colegiado Buddhista Brasileiro ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil
tem que mentir por profissão
Maio 13, 2008 at 3:30 pm | In Blogroll, Budismo em Porto Alegre, Compaixão Zen Budista, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized | No CommentsTags: "Debate Público sobre a Questão Tibetana", cônsul, China, Fernando Gabeira, Tibete, TV Globo
Reproduzo abaixo um texto escrito pelo Monge Genshô, no Blog O Pico da Montanha:
Li Baojun, o que tem que mentir por profissão.
Foi no Debate Público sobre a questão tibetana, promovido pelo Colegiado Buddhista Brasileiro, com o apoio do Deputado Fernando Gabeira e da Vereadora Aspásia Camargo na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O Cônsul Geral da China, Li Baojun, acompanhado de vários assessores que não se cansavam de ostensivamente fotografar cada orador que se manifestava contra as ações da China no Tibete, estava sentado ao meu lado, na mesa da Câmara, por especial cessão de lugar feita pela Monja Isshin.
O Prof. Marcondes Velloso, que havia proposto uma ação junto ao Tribunal de Justiça Internacional de Haia, propôs um minuto de silêncio pelas vítimas tibetanas, o cônsul levantou-se, arrumou suas coisas, falou com um assessor e retirou-se. Após, em entrevista para a TV Globo, disse que não tinha porque fazer silêncio porque não haviam vítimas no Tibete!
Nada me restou do que dizer aos repórteres que o Cônsul é vítima de seu regime totalitário, que mente sob ordens, que como budistas sentimos muita compaixão por quem tem a tarefa de enganar, e distorcer os fatos para preservar um regime totalitário, repressor e assassino.
Debate Público sobre a Questão Tibetana
Maio 11, 2008 at 9:13 am | In Budismo em Porto Alegre, Meditação em Porto Alegre, Prática Zen Budista, Uncategorized | No CommentsPrezados Irmãos no Dharma
O Colegiado Buddhista Brasileiro, contando com o apoio da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e do Deputado Fernando Gabeira, estará realizando no dia 12 de Maio, às 10 horas, no Plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro o “Debate Público sobre a Questão Tibetana” juntamente com lideranças budistas brasileiras, o qual será registrado nos anais e divulgado no Diário Oficial.
É um evento que liga os políticos brasileiros à causa do Dalai Lama, e uma oportunidade especial para nos manifestarmos e fazer diferença em favor do oprimido povo tibetano, reforçando a posição do Budismo Brasileiro em prol do exercício da não-violência e da paz, do diálogo entre povos e culturas, e o respeito aos direitos de todos os seres.
ler a Carta Aberta do Colegiado Buddhista Brasileiro ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil
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